Archive for the ‘Cultura’ Category

Eletrônica

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Oi Futuro: Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo – Rio de Janeiro, RJ – Tel.: (21) 3131.3060.

Nas asas da Panair

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Em tempos de apagões aéreos Luis Fernando Kubrusly pinta aviões. LFK (não confundir com o aeroporto JFK, em Nova Iorque) está ali na saída do Metrô Carioca, logo à direita de quem sai da estação, em direção a Rio Branco. Ele me disse que antes de pintar trabalhou numa companhia de aviação e que hoje tem quadros seus até nos Estados Unidos. Eu achei interessante aquela temática e aquele resultado de quem não passou por academias de arte e que carrega um típico saber e não-saber, o que confere ao trabalho uma certa singularidade bacana. As pinturas, a óleo e acrílicas, baseiam-se em fotografias. Na maioria das vezes mantém apenas o corpo das aeronaves e altera a pintura externa delas, trocando as cores de uma companhia por outra, mudando o cenário aqui e ali. Você pode encontrar alguns de seus trabalhos aqui. Ele me disse para não reparar na apresentação porque era um site tosco, segundo ele “meio brucutú”. Brucutú, meu caro LFK, é esse bando que nos governa, que até hoje não resolveu essa questão e valha-nos Deus, porque o fim do ano chegou.

Grafites botânicos

Depredar a natureza é o fim. Mas acontece que vivemos em indecisos tempos pós-modernos de verdades transitórias — onde ninguém sabe ao certo se é melhor o açúcar ou o adoçante — de modo que também sempre tive opinião cambiável em relação aos grafites produzidos por visitantes nos bambús do Jardim Botânico do Rio. Exatamente como penso a respeito dos grafites urbanos. Às vezes gosto muito mas às vezes detesto, dependendo isto do que é feito, de onde é feito e dependendo do meu bom-humor no dia. Neste domingo eu estava mais para gostar — até porque dentro do Jardim Botânico tudo são flores — e por isso resolvi registrá-los. Para quem duvida, vi coisas ali de 20 anos até. E não são apenas os brasileiros que arranham a clorofila e deixam gravados seus nomes para a posteridade. Vi assinaturas em inglês, espanhol, holandês, russo e até alguma coisa que julguei chinês. A maioria pertence a casais de namorados e entre os que consegui observar, o mais estranho era o de um casal tímido que aparentemente pretendia manter anonimato e assim escreveu somente “marido & esposa”.

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Vamos marcar? Claro, vamos! Mas vamos mesmo…

“O indireto afetivo na linguagem do carioca”, excelente ensaio do poeta, compositor e ensaista Francisco Bosco, está contido no livro Banalogias, seu útlimo lançamento.

O texto discute o famoso “vamos marcar…” carioca, e consegue realmente lançar luz sobre seu significado e origem, uma bela exposição sobre a essência afetiva dos habitantes desta cidade.

O ensaio pode ser lido na íntegra no blog do Antônio Cícero:

http://antoniocicero.blogspot.com/2007/10/francisco-bosco-o-indireto-afetivo-na.html

Referência:
BOSCO, Francisco. Banalogias. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.

Metropolitan Museum na Barra

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Projeto para implantação do Metropolitan Museum na Barra da Tijuca

Etapa 1: Demolição do Barra Shopping e do New York City Center.
Etapa 2: Remoção do Metropolitan Museum de Nova Iorque e translado para o Rio.
Etapa 3: Colocação do prédio do Museu no local onde funcionavam os centros comerciais (como mostra a imagem acima).
Etapa 4: Envio dos entulhos dos shoppings para o terreno vazio, em Nova Iorque.
Etapa 5: Segue a vida normal na Barra e em Manhattan.

Nota: O Museu vem com tudo que está dentro dele, inclusive os funcionários.

Justificativa: Já que é pra americanizar a Barra, vamos americanizar direito.

P O P

O POP – Polo de Pensamento Contemporâneo é um espaço fundado no início do ano, coordenado pela Ana Lúcia Magalhães Pinto (ex-preside da Fundação Casa França Brasil) e conta com Eucanaã Ferraz e Antônio Cícero, entre outros, em seu conselho gestor.
A casa localizada no Jardim Botânico, tem uma intensa programação de cursos culturais sobre assuntos diversos, de oficinas de cinema e música a economia, passando por filosofia e psicanálise.
Já fiz dois cursos lá (Oficina de Letas de Música e Economia Ambiental) e recomendo.
A programação para os próximos meses pode ser encontra no site:
http://www.polodepensamento.com.br
O preço pode ser um pouco salgado para alguns – os cursos costumam sair por 2×120 -, mas costumam valer a pena.

Pólo de Pensamento Contemporâneo: Rua Conde Afonso Celso, 103 – Jardim Botânico – CEP 22461-060 Tel. (21) 2286-3299 e 2286-3682

Nome Próprio

Pra quem ainda não se deu conta, estamos em pleno Festival de Cinema do Rio. Comecei minha incursão no evento pela pré-estréia do filme “Nome Próprio”, de diretor Murilo Salles. Seguindo o exemplo do Elton, direi o que achei do filme, mesmo sem ninguém perguntar.

A sinopse do filme fala de uma jovem que sonha em ser escritora blah blah blah. O que não está na sinopse do site do festival é que o filme é baseado nos livros e blogs da escritora gaúcha Clarah Averbuck, uma das primeiras blogueiras nacionais a ser reconhecida no “mainstream”. Então, se não me engano, é o primeiro longa nacional inspirado em blogs.

Justamente essa peculiaridade da linguagem dos blogs é que é o grande barato da coisa. Leandra Leal, numa puta interpretação, encarna totalmente o exibicionismo da personagem Camila, virando-se do avesso nos textos e na nudez física e moral. Por falar nisso, o texto talvez seja a maior virtude da obra. Os diálogos são incríveis.

Então “Nome Próprio” é um filme com uma linguagem inovadora, excelente texto, e uma grande atriz no papel principal. Mas, infelizmente, o restante do elenco não é lá essas coisas, o que causa um contraste bastante incômodo. Além disso, acho que mais de duas horas de crises de solidão, nudez, sexo e palavrões cansa um pouco, o que prejudica a intensidade das cenas mais importantes. Mas baixo orçamento é isso aí, né? De qualquer forma é incrível levar às telas a linguagem do “diário indiscreto”.

Só mais uma coisa: a cena de sexo com Camila e o rapaz de Ribeirão Preto já vale a ida ao cinema.

Existe um blog do filme, nomepropriofilme.blogspot.com, e os horários e salas de exibição podem ser encontrados no site do festival.

As Sete Maravilhas

Como todos já estão carecas de saber, o Cristo Redentor foi escolhido como uma das novas Sete Maravilhas do Mundo. Compartilham desta maravilhosidade outros ícones tais quais Machu Picchu, a Grande Muralha da China e o Palácio de Taj Mahal. Poucos sabem, entretanto, que o jornal OGlobo lançou outra campanha com o intuito de escolher, em votação pela internet, quais seriam as Sete Maravilhas do Rio. Entre as 30 belezas concorrentes encontram-se Búzios, o Teatro Municipal, os Arcos da Lapa, a Restinga da Marambaia, o Maracanã e o Pão de Açúcar. Mas o que ninguém sabia até hoje é que o Metroblog, imbuido de espírito pró-ativo e sempre na vanguarda sócio-cultural carioca, vem por meio deste post, lançar concurso para a eleição das Sete Maravilhas da Rua Voluntários da Pátria. Figuram já entre as candidatas: Casa Marluce – Aviamentos, Casa Regina, Gamelândia, Fechaduras Abre Fecha, Lanchonete Rosa de Ouro, Edifício Guilherme Romano, Feirinha de Teresópolis, Calçados Sapatella, Galeria Triangular, Bordados Na Hora e o PlastRei. A partir de hoje, então, declaro abertas as inscrições para candidatas às Sete Maravilhas da Rua Voluntários da Pátria. Participe!

É hoje que a paia da cana voa!

Tá sem festa junina pra ir? Anota aí uma solução caseira: Feira dos Paraíbas, ali em São Cristóvão. Nesses dias — quase frios — de junho e julho rola lá um clima típico de São João, com forró, bandeirinha pendurada e aquela comidinha leve que é uma delícia: buchada de bode, tapioca, jabá com jerimum, baião-de-dois, picanha de cabrito, canjica… Tudo em porções generosas e a preços bem camaradas. Pra animar, tu pede uma cachacinha Marimbondo que em qualquer birosca é servida em copo de chope, até o talo, a míseros “três real”. Tá bom assim? Então arruma o chapéu de palha, põe um lenço no pescoço, calça a sandalia de dedo e se prepara pro arrasta-pé.

Bom, os cabras no vídeo dispensam apresentações mas já que vocês querem os nomes, vamos lá: Gonzagão, Dominguinhos, Sivuca e Oswaldinho do Acordeon. Só faltou ali o Jackson do Pandeiro e o Hermeto Pascoal.

Fogo!

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Eu só soube hoje mas deve ter gente que não sabe ainda e a má notícia é que um incêndio destruiu em parte o Espaço Cultural Sergio Porto, no Humaitá, nessa quinta-feira passada, à noite. O espaço, que é (mal) administrado pela Prefeitura, estava fechado para reformas. Segundo os bombeiros era grande a quantidade de material inflamável no local, quase abandonado desde o seu fechamento.

O Sergio Porto é um espaço destinado às artes plásticas, teatro, dança e música. Fechado desde fevereiro em virtude de uma reforma no isolamento acústico, o local seria reinaugurado em julho. Agora não sabemos mais.

A rapaziada das redondezas, que já perdeu o Ballroom há algum tempo atrás, agora teme perder também o Sérgio Porto, talvez para mais um “Les Résidences Humatá”, provavelmente da construtora CHL… Pobre do Oliveira. Ninguém mais come os seus cachorros quentes… caros, marrentos e sem graça.

Foto: Leonardo Desch – O Globo Online

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