Archive for the ‘Eventos’ Category

Chicago – Rio de Janeiro

O que pode haver em comum entre duas cidades como Chicado e Rio de Janeiro?
Se você é de pensar bobagens, pode pensar na Chicago das primeiras décadas do século XX retratada nos filmes, com foco no crime organizado, na corrupção de autoridades, na guerra de quadrilhas, na troca de tiros indiscriminada…
E depois se colocar no Rio de Janeiro do início do século XXI retratada nos jornais, com foco… Deixa pra lá.
Eu prefiro pensar, por exemplo, na Chicago do Lollapalooza Festival, que em outros anos já rendeu vários posts no Chicago Metblogs.
Antonio Carlos Miguel (precisa se cadastrar para acessar) esteve lá este ano e fez vários posts no seu blog, além de uma matéria na capa do Segundo Caderno do jornal O Globo, de 05/08/2008.
Ele destaca quatro atrações que estiveram no Grant Park e virão ao Rio de Janeiro para o TIM Festival, em outubro próximo: “o rapper KanYe West e os grupos Gogol Bordello, MGMT e The National“.
Bobagens, dirão alguns. São quatro atrações comerciais de festivais comerciais patrocinados por empresas de telecomunicações (AT&T lá e TIM aqui).
Mesmo sem conhecer os artistas citados, eu prefiro este tipo de ligação a qualquer outro dos citados.
Se eu fosse um artista gráfico, eu desenharia balõezinhos coloridos em torno de Chigaco e quatro deles, com fotos e vídeos dos grupos, se destacando e voando para o Rio de Janeiro. Tudo isso sobre o mapa do Metblogs.

P.S. – Talvez isso já tenha sido proposto e seja irrealizável com as ferramentas atuais, mas seria legal se pudéssemos integrar os posts de diferentes cidades com notícias sobre artistas (de qualquer arte) de uma cidade se apresentando em outra. A minha notícia favorita seria qualquer apresentaçao da Joyce em Tóquio, o que merece outro post.

XIV Rio Cello Encounter 2008

“Criado em 1995 pelo violoncelista inglês David Chew, o Encontro vai realizar no Rio de Janeiro sua décima quarta edição sem interrupções, patrocinada pela Petrobrás e em parceira com o SESC-RJ. Serão 58 concertos e recitais em que se apresentarão mais de 300 artistas brasileiros e internacionais com a participação de orquestras como a Petrobras Sinfônica, Sinfônica de Barra Mansa, Sinfônica do Recife e I Musici de Montrèal. Haverá ainda 22 master classes ministradas por conceituados músicos internacionais”.
(Mais detalhes no portal Movimento.com)

A programação completa está no site do encontro.

Você pode preferir outros timbres, mas, convenhamos, o violoncelo é o mais chic.

Rio Cena Contemporânea

O lugar do teatro no país do monopólio televisivo é questionado pela atriz da apresentação de (BOD)-Y-STERIA, de grupo com mesmo nome, que traz ao palco Freud, Camille Paglia, Bush entre outros na sua apresentação.
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Ironia

“Sorria, você está na Barra”.

A placa na entrada do bairro já soava irônica para quem é obrigado a fazer o percurso Zona sul/Barra da Tijuca diariamente.

Nas últimas semanas ela ficou ainda mais sarcástica, devido à atualização: “Mais um motivo para sorrir na Barra”, e ao lado a imagem de esportistas com a marca do Pan.

Deve ser porque o trânsito vai ficar ainda mais caótico e o percurso trabalho/casa, um inferno, não é? Já estamos sorrindo só de pensar.

Ensaio técnico da Sapucaí — eu fui, mas cadê a polícia????

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Conforme noticiou hoje a coluna do Ancelmo Gois, no O Globo, o ensaio técnico da Mangueira e da Beija-Flor levou 60 mil ontem à noite para sambar e torcer na Sapucaí. Eu estava lá, no meio da muvuca verde e rosa na arquibancada do setor 11, cantarolando um samba e aquecendo os quadris para a folia. O Ancelmo noticiou que faltou ambulância, mas eu noticio aqui que faltou polícia também! Felizmente não vi confusão alguma, mas será que as autoridades não se deram conta que grandes multidões + carnaval + cerveja são ingredientes para uma possível combustão espontânea? ACORDA, CABRAL!

Campari & Malibu à vontade.

Olá amigos metroblogueiros & afins,
Vou aproveitar, como uma hera, o jabá deste espaço e convidá-los para o lançamento do meu livro Az Mulerez.

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Um trem chamado samba e a viagem que continua

Em teoria, no último sábado 02 de dezembro o Rio de Janeiro entrou num trem da Central do Brasil pra comemorar o Dia Nacional do Samba. Só na teoria. Na prática, o Rio de Janeiro entrou no trem pra pandeirear os pandemônios nossos de cada dia, levando o desgracê lá longe e deixando as energias boas da cuicagem telecutearem com o tamborim incendiário que amolece os quadris. E longe é láááá nos cafundós pra quem praticamente só conhece o rio pra turista (pros que tem a pouca vergonha de não conhecer o resto desta cidade de tantas cidades). Longe é Oswaldo Cruz, parada final do trem do samba e ponto de chegada da farra que enche a alma de música, alegria, mocotó e reflexões que se prolongam vida adentro.

Numa ensolarada tarde de sábado partiu a cigana da caatinga em direção à Central do Brasil, trocando um quilo de feijão por um bilhete de ida para uma estação que ela jamais havia ouvido falar. No vagão de janelas emperradas, ela era mais uma sardinha enlatada entre a) um sovaco cabeludo cujo dono encontrou no teto do trem seu balacobaco e b) umas senhoras animadíssimas entoando todas as batidas com seus bundões de 2km². Espremida, a cigana ainda conseguiu sambarolar uns “vai vadiáááááá, vai vadiáááááá, vai vadiáááááá, vai vadiááááááá”, mas tava na cara que ela era turista da zona sul que só samba na Lapa e acha que isto já lhe dá autoridade para dizer que entende de samba (entre uma das grandes descobertas da noite, ela descobriu que é ainda mais ingnorante do que imaginava).

Meia hora de aperto, sovacada na cara, fedor de coisa queimando além dos trilhos e sorrisos imperando na cara e o trem pára na estação final. A mulherada desce em polvorosa: são litros e litros de urina acumulados em centenas de bexigas explodindo de cerveja, tentando se aliviar ainda ali nos trilhos do trem, alívio este interrompido por um segurança que pede pra que pelamordedeus não façam isto com ele. E elas riem e imploram, afinal mijar na rua não deve ser privilégio apenas de macho, que não precisa pedir licença. Os direitos iguais devem sem garantidos até mesmo na sem-vergonhice.

Oswaldo Cruz é subúrbio. Suburbão. Daqueles que grande parte da zona sul nunca ouviu falar, não sabe apontar no mapa, nem tem o menor interesse em conhecer. Daqueles que no folheto da programação ainda precisa se explicar para o povo da zona sul que lá em O.C. o povo da zona sul não precisa se preocupar não, pois se o povo da zona sul tiver bolsa pra guardar, a dona da casa vai levá-las para um quartinho bem seguro e ainda oferecer água pra matar a sede do povo da zona sul. Tava lá escrito na programação, não foi invenção da cigana.

Lá por trás do canal fedorento, tão podre quanto o do Leblon (pelo menos no Rio de Janeiro o fedor é igual para todos), depois de ser espremida pra passar entre a multidão e barracas de salsichões apetitosos para estômagos famintos e mulheres carentes, a cigana e sua trupe fincaram acampamento na roda de samba de uma casa de quintal grande, galinheiro enfeitado com bolas natalinas e um banheiro externo em forma de casinha. A casa, aberta a qualquer fã de samba ou aventureiro que por ali quisesse aportar, pertencia a uma senhorinha de 93 anos, fã de Zeca Pagodinho e avó da genuinamente simpática senhora de bermuda de lurex coladérrima no corpo (de pelo menos uns 20 kg acima do padrão Posto 9 Coqueirão de ser). Essa mesma senhora fritava hambúrguer e calabresa acebolada bem ao lado da mesa onde o grupo da cigana regava o bucho com cerveja, afinal cabelo que se preze tem mais é que ser defumado. Essa mesma senhora que, agradável surpresa, engatou num francês trés bien, merci beaucoup, ao descobrir que entre os amigos da mesa havia uma francesa original. E fez até crepe especial, hours menu, para aquele grupo de visitantes que, entre dois cariocas, incluía um grupo de estrangeiros: uma francesa, um chileno e três pernambucanas. Crepe maravilhosamente degustado, acompanhado de caldo de mocotó e angu a baiana, exatamente como manda o Celidônio. A cigana lambia os beiços e pedia mais.

O final da noite no quintal aconteceu embaixo de uma frondosa mangueira, com todos pagodeando na roda que tinha puxada pra entoar até o sol raiar, mas a trupe já havia descoberto e experimentado o encantador mundo de O.C, lá onde a senhora de lurex e seu companheiro convidam os recém amigos a dormir nas suas casas caso estejam cansados pra voltar (“as mulheres na minha casa e os homens na casa dele”). Olhem só, quem sabe até um case pra entrar no panfleto da programação do ano que vem. Mas bom mesmo seria se o subúrbio não tivesse que dar satisfações.

O epílogo desta jornada ainda está em andamento na vida da cigana, após algumas reflexões extremamente lugar-comum mas de fato tão pouco pensadas: 1) que do outro lado do Rebouças o Rio de Janeiro é negro. Preto, mulato, negão, negona, tição. Lindo. 2) Que na verdade, como bem colocou uma das cariocas da trupe, é ela quem mora num gueto chamado zona sul.

E ainda bem que existe o samba pra unir vários lados de uma mesma cidade.

Os 75 anos do Cristo Redentor e as Sete Novas Maravilhas de um Novo Mundo

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Nesta quinta-feira, dia 12, na comemoração dos 75 anos do Cristo Redentor, uma missa celebrada pelo cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eusebio Scheid, vai marcar o começo das obras da Capela Nossa Senhora de Aparecida, lá em cima, aos pés da estátua.

Prevista para ficar pronta em três meses, a capela, com capacidade para 50 pessoas, vai estar disponível para a realização de casamentos, batizados, missas e a recepção de peregrinos.

Lembro ao querido leitor que ele ainda pode votar para escolher o Cristo Redentor como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo, numa disputa com outros 20 concorrentes. Dá pra fazer isso pela internet, clicando aqui.

Depois de preencher um mini-formulário (juro, é bem simples mesmo), você vai ter que escolher sete candidatos. É, não dá pra escolher só um, o que em outras palavras significa que você vai votar no Cristo Redentor e em seus concorrentes diretos. A única alternativa a isso é pagar US$ 2 que te dão direito a um voto especial, num único candidato – e de brinde você leva esse lindo certificado.

A saída que eu encontrei foi votar somente em monumentos que estão no Terceiro Mundo (além do Redentor, escolhi as pirâmides de Chichen Itza, no México; as Estátuas da Ilha de Páscoa, hoje uma província chilena; a Grande Muralha da China; Machu Picchu, no Peru; as Pirâmides de Gizé, no Egito; e o Taj Mahal da Índia e do Ben Jor).

O motivo? Sei lá, bairrismo. Seria lindo se as urnas fossem abertas em 07 de julho de 2007 e todas as Sete Novas Maravilhas do Mundo estivessem localizadas em países da Segunda Divisão, não é mesmo, amiguinho?

Da série brincadeiras cariocas: Cidade Alta

Leia atentamente ao parágrafo abaixo e responda à questão:

“Perdi uma virgindade extra no sábado passado e essa minha primeira vez foi muito mais do que eu poderia esperar. Logo no primeiro encontro, ele se apresenta portentoso e me mostra suas escolhas raras, de tão bom gosto. Ele é delicado, elegante, suas roupas são de grifes internacionais e seus sapatos, desenhados com exclusividade pelos melhores estilistas do ramo. Ele conhece tecnologia como só os holandeses entendem e tem paladar apuradíssimo para sorvetes. Ele tem caminhos que fiz questão de desconhecer por tanto tempo, justamente porque sabia que poderiam me iludir. E iludiram. Ele me fez carinho desde a garagem e, ao entrar em sua casa, cada quarto seu me era um mundo inatingível, mas lindo de se admirar. E a cada passo dado por seus salões imensos de iluminação baixa, eu sonhava ainda mais com aqueles brinquedos todos, e me perguntava como diabos ele tinha aquilo tudo e continuava sendo assim, tão low profile. Concedi calada, mas com gosto, que ele me penetrasse com toda a elegância. Eu não tinha nada para oferecer, mas ele me quis ainda assim. E quando entrei em uma de suas salas de banho, foi aí que veio o gozo – eu era uma dama e tinha à minha disposição medicamentos, algodão, agulha, linha para tecido e até para cotton. E eu disse sim.”

Quem é esse carioca tão cheio de charme?

O vencedor ganha um beijo da Christiane Torloni e um abraço da Marília Pêra.

Boa sorte!

Cartas de Amor na Argumento

carta.jpgDona Maria Cristina de Orleans e Bragança, Princesa do Brasil, está lançando hoje na Livraria Argumento o livro “Cartas de Amor” (ed. WVA) a partir das 19h.

Não vou mentir, vou porque sou a favor da monarquia enquanto ela for a favor de me convidar pra qualquer boca livre. Na esperança de vinho tinto, petiscos curiosos e gafes reais (que costumo dar), vou principalmente para me divertir antes de rumar de volta pra Copacabana onde poderei beber mais vinho, recusar petiscos curiosos e ver outros cometendo gafes.

Livraria Argumento
13 de setembro, 19h
Rua Dias Ferreira 417 – Leblon
Tel.: 2239-5294

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