Archive for the ‘Jornais’ Category

Machado de Assis e Rio de Janeiro

Machado de Assis tem o nome fortemente associado à cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu, viveu e morreu em 29/09/1908, há exatos cem anos.
Retribuindo um ping do blog Diario do Rio, acabei por descobrir ali um site interessante sobre Machado de Assis.

Rio que mora no mar

O jornal O Globo de hoje traz, na coluna Boa Gente do Segundo Caderno (infelizmente só disponível na net para assinantes, o que eu lamento, mesmo sendo assinante), depoimentos de vários cariocas ilustres sobre os “sabores perdidos” do Rio de Janeiro.

Uma reportagem deliciosa para a memória.

Em destaque, o depoimento de Elizabeth de Mattos Dias que distribui por e-mail listas com as boas coisas do Rio. (Suspeito que o O novo blog Rio que mora no mar , ainda sem identificação de autoria, seja é uma criação dela. O primeiro post é lindo. Tomara que ela tome gosto pela coisa!)

Transcrevo a lista de Elizabeth:

ÁGUA NA BOCA

    1. O arroz doce da leiteria Mineira;
    2. O mingau da Boi;
    3. Sorvetes do Morais, em Ipanema, a Sorveteria das Crianças;
    4. A banana split da lanchonete da Mesbla;
    5. A comida árabe do Baalbek, na Galeria Menescal, em Copacabana;
    6. O cassoulet do Penafiel;
    7. O espaguete do Giotto, em Botafogo;
    8. Os pastéis do Bar do Adão, no Grajaú e em Botafogo;
    9. Os bolinhos de bacalhau do Rei do Bacalhau, no Encantado;
    10. O pão francês da padaria Eldorado, em Ipanema;
    11. As tortas da Gerbô;
    12. Doces da Confeitaria Tijuca (onde hoje fica uma Lojas Americanas);
    13. O cachorro quente das lojas Americanas;
    14. A maçã caramelada da Galeria Menescal;
    15. Angu do Gomes na Praça XV;
    16. Mate no copo de papel com base de alumínio da Casa Flora, na Ramalho Ortigão;
    17. Laranjada americana da Travessa do Ouvidor;
    18. Pirulitos de cone nas ruas;
    19. Madrilenho da confeitaria Manon;
    20. Maravilha de camarão da Colombo.

Concordo com tudo e muitas dessas comidinhas faziam parte do meu menu até o início da década de 70.

Algumas observações pessoais sem fugir da lista original:

15. O Angu do Gomes da Praça XV está presente em muitas destas listas… Estudante, morador de Niterói e freqüentador da Praça XV e do Largo do Machado em horas fora do relógio dos seres humanos normais, eu ataquei uma ou outra das barraquinha algumas vezes. (Eles não tinham autorização para servir bebidas alcoólicas, mas, em segredo, com alguma insistência, discretamente, o vendedor sorria e servia uma generosa dose de pinga para abrir o apetite dos fregueses habituais da madrugada. Segredo de polichinelo: todo mundo sabia.) O prato pode ter salvado muitas vidas, mas, cá entre nós, nos primeiros anos da década de 70, o gosto era horrível. No entanto acredito na Elizabeth quando diz que o que era servido anteriormente, desde 1955, era bem melhor.

17. A Laranjada Americana da Travessa do Ouvidor ainda servia a famosa laranjada até recentemente, no mesmo lugar, com o mesmo sabor indefectível de que me lembro de meados da década de 60. Vou verificar se ainda está lá, mas não abre aos domingos.

Atualização em 18/08/2008, às 23h14min:

Quem quiser receber regularmente uma obra de arte em forma de ótimas histórias e belas imagens do Rio de Janeiro em sua caixa postal faça-se (isso! A si mesmo!) o favor de enviar um e-mail para a designer gráfica Elizabeth de Mattos Dias: rioquemoranomar@oi.com.br.

O de agosto, que ela gentilmente me enviou, além de bonito estava uma delícia.

Mas já é tarde e, se minhas filhas não me traíram, tem sorvete Kibon no congelador…

Ipanema brennt

Como diz o chamado da notícia do jornal alemão Der Tagesspiegel, Ipanema queima!
Parece que não é só em viagens de navio (rs) que o Rio aparece pros “alemão”.
A reportagem fala do caos que vivemos diáriamente no nosso querido e bonito Rio de Janeiro. Lá também há citações que ajudam a contar o número de mortos e feridos.
Lógico, já sabemos isso de cor, mas talvez seja novidade pros alemães.

Pois é… as más notícias já são destaque além do Oceano Atlântico. É bonito o idioma alemão - a notícia, não - mas ainda não entendo muito bem. Então, precisei traduzir pro inglês pra entender. Aqui é engraçado como eles traduzem o nome do nosso presidente Lula da Silva: Lula there Silva. (rs)

Eles dizem que nós, brasileiros, só acreditamos na lei da selva, que fomos corroídos pelo medo.
É lamentável… mein Rio brennt!

Brasileiro tem cabelo ruim, diz policial

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Andréia Elisandra Rodrigues, 32, teve os cabelos arrancados à faca nesta terça à noite, quando saía do Habib’s da Estrada do Galeão, na Ilha do Governador. A ação foi muito rápida. O ladrão derrubou-a, sacou de uma faca e fez a tosa, bem na altura da nuca. Este tipo de agressão chegou a ser moda — principalmente na Tijuca, sabe-se lá por que — há cerca de 15 anos. Os cabelos mais visados eram os muito compridos e lisos, como os de Andréia. De acordo com os policiais o fato foi apenas um caso isolado e não há ligação entre o ataque e o comércio de cabelo, já que, ainda segundo eles, o cabelo brasileiro não tem muito valor no mercado de apliques e perucas.

Entrevista: BATMAN

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Tradicional justiceiro urbano, Batman, o Homem-Morcego, não gostou nada da homenagem prestada pela Câmara de Vereadores à aposentada Maria Dora Arbex, que atirou num ladrão. Magoado com a forma como vem sendo tratado no Rio, ele assume que já pensou em deixar a cidade.

METROBLOGGIN RIO: O senhor ficou magoado com a homenagem à dona Maria Dora?
BATMAN: Sim, bastante.

Por quê?
Faço justiça nesta cidade desde a década de 40 e nunca recebi uma homenagem dessas. Já prendi milhares de bandidos, faço isso todas as noites, mas ao contrário da dona Maria Dora sou tratado pelas autoridades como um bandido. Outro dia o “Extra” me associou novamente à banda podre da PM, nos anos 80 diziam que eu era o cabeça do Esquadrão da Morte e de várias mineiras na Baixada. Tudo mentira. Essa cidade não reconhece quem a ama de verdade e trabalha por ela.

Mas o senhor não considera dona Maria Dora uma heroína?
Nunca precisei de arma de fogo para deter ninguém. Essa senhora representa o atraso em termos de heroísmo. É desestimulante para um herói como eu ver as autoridades incentivando esse tipo de coisa.

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O que mudou no crime carioca do anos 40 para cá?
Tudo, né? Antes a coisa era meio romântica, eu saía muito no braço com a marginália, navalhada na Lapa, um outro tempo, rapaz. Hoje o negócio é mais pesado, o bagulho é frenético, como diz a garotada (risos). Aliás, antigamente as crianças gostavam de mim. Hoje elas me recebem à bala em vários morros da cidade.

O senhor teria alguma proposta para a questão da segurança pública no Rio?
Eles deveriam baixar uma lei obrigando o bandido a enlouquecer no final, como acontece nas minhas histórias. Eles enlouqueceriam e se matariam dando gargalhadas insanas. Ninguém ia precisar sujar a mão e isso iria reduzir a praticamente zero os gastos do estado com a manutenção dos presídios.

É verdade que o senhor pensa em deixar o Rio?
Sim. Como eu disse, essa falta de consideração magoa a gente. Recebi um convite pra ir trabalhar em São Paulo. A coisa lá está feia com esse negócio do PCC e é possível até que, ao contrário do Rio, eu inclusive receba apoio do Poder Público. Estamos negociando ainda, não posso adiantar muita coisa, mas as chances são boas.

Não vai sentir saudades do Rio?
Vou, claro. Amo a cidade, gosto da praia, do samba, das mulheres. Mas tem uma hora em que a gente quer trabalhar e ser reconhecido. Infelizmente, não serei o primeiro nem o último a bater em retirada.

Copy & Paste

Desenvolvida por João Marcos Weguelin, esta pesquisa compila trechos de jornais de 1888 a 1969, retratando alguns dos personagens e episódios que influenciaram a história recente brasileira - como o escritor Machado de Assis, o político Rui Barbosa e o músico Noel Rosa; a promulgação da Lei Áurea, a revolução de 1964 etc. Foram consultados 62 jornais cariocas para reunir o acervo - o resultado, no entanto, é um panorama que ultrapassa as fronteiras desse estado.

Essa dica da blogueira HelenaN, você pode conferir aqui.

Deu no NYT

Bem, ainda não… Mas tá no Globo!!!!

A coluna do Sergio Maggi, do InfoEtc, deu destaque nesta segunda para este quintal virtual aqui. Dêem uma olhada.

Esse pessoal tá lendo muito Harry Potter

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Momento A PRAÇA É NOSSAAAAA!!!!

- Na manhã de hoje, a polícia encontrou uma academia de ginástica montada pelo tráfico na Vila Cruzeiro.

- Ah, seu Carlos Alberto… É por isso que neguinho anda dizendo que o fumo tá malhado!

Meu Amigo João

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João Paulo Cuenca é capa, entrevista e alvo de dezenas de fotos desnecessárias no Megazine de hoje no Jornal O Globo.

O rapaz assinará uma crônica semanal nesse mesmo suplemento e invadirá a casa de muita gente por debaixo da porta. Fico extremamente feliz por ele, pois é amigo e não dá pra evitar de pelo menos sorrir quando se fica sabendo de um amigo na capa de um jornal e que, pelo menos dessa vez, não se trata de assunto de polícia.

Hoje posso dizer certas coisas sobre João Paulo. Quando dividiamos esse apartamento aqui no Lido, não éramos amigos por razões de segurança. Viviamos cada um no seu canto tomando cuidado pra não dar muita confiança ao outro porque depois que se vira amigo já viu… acaba-se brigando qualquer dia por qualquer coisa e cria-se uma inimizade besta, um rancor ou uma amargura que não estávamos dispostos a ter. Nos respeitávamos demais e, acima de tudo, estávamos muito ocupados com nossos próprios problemas para perder nosso tempo com bobagens.

Nunca discutimos ou brigamos durante aqueles anos, apenas conversamos pacificamente e sem maiores problemas. Ele lia Nabokov, eu lia Douglas Adams, ele ouvia Chico, eu ouvia Netunos… cada um na sua e em uma bendita harmonia proporcionada por muito consideração, respeito e paredes de alvenaria.

Depois de 2003 cada um foi para um canto, mas sempre mantivemos algum contato. Recentemente, em Paris, lhe enchi propositalmente a paciência durante dois dias até que ele finalmente pedisse arrego e me dispensasse com a desculpa de estar muito preocupado com um prazo qualquer. Foi só dar as costas para que eu risse por dentro recordando todas as minhas esdrúxulas e fleumáticas comparações de Paris com a Cinelândia.

Hoje, depois me deparar com essa agradabilíssima surpresa, lembrei que o próprio me pediu encarecidamente para não publicar nenhuma foto nossa em Paris (pois não costuma gostar de fotos suas zanzando por aí sem controle). Bem… depois dessa matéria no Megazine, acho que não fará muito mal dar uma sacaneadazinha amiga.

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Eu e JP em um dos bares do Quartier Latin no início de um tour etílico
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