Grafites botânicos
Depredar a natureza é o fim. Mas acontece que vivemos em indecisos tempos pós-modernos de verdades transitórias — onde ninguém sabe ao certo se é melhor o açúcar ou o adoçante — de modo que também sempre tive opinião cambiável em relação aos grafites produzidos por visitantes nos bambús do Jardim Botânico do Rio. Exatamente como penso a respeito dos grafites urbanos. Às vezes gosto muito mas às vezes detesto, dependendo isto do que é feito, de onde é feito e dependendo do meu bom-humor no dia. Neste domingo eu estava mais para gostar — até porque dentro do Jardim Botânico tudo são flores — e por isso resolvi registrá-los. Para quem duvida, vi coisas ali de 20 anos até. E não são apenas os brasileiros que arranham a clorofila e deixam gravados seus nomes para a posteridade. Vi assinaturas em inglês, espanhol, holandês, russo e até alguma coisa que julguei chinês. A maioria pertence a casais de namorados e entre os que consegui observar, o mais estranho era o de um casal tímido que aparentemente pretendia manter anonimato e assim escreveu somente “marido & esposa”.



Os moradores da Barra, Recreio, Jacarepaguá e vizinhanças podem comemorar. Inaugura-se finalmente nesta terça-feira o emissário submarino da Barra. Com quatro anos de atraso em relação à data inicialmente programada, o emissário vai poupar as lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá em cerca de 30% do esgoto produzido, o que equivale a mais ou menos 9.000 litros de dejetos por segundo. A obra vai lançar esgoto tratado a cinco quilômetros da costa e a 45 metros de profundidade. Os primeiros beneficiados serão 180 mil moradores de Jacarepaguá, mas em 2008 — a CEDAE promete — o emissário deve coletar o esgoto de mais 100 mil moradores da Barra da Tijuca. Os habitantes da cidade agradecem.
Cumulus nimbus
