Archive for the ‘Natureza’ Category

A cidade que não escorre

Chove, chove e não escorre. Inunda mas não lava. Daí a terra desliza; na próxima o teto desaba. Para muitos isso já acontece!
Pipocas de metal são consumidas durante os filmes de ação ao vivo; cenas de violência explícita.

Foram descobertos canos clandestinos… Clandestinos canos ou engenharias?

Sabe-se lá se o teto do Rebouças é checado temporariamente?! Sabe-se lá da segurança das estruturas da Ponte Rio- Niterói? Pagamos pedágio, mas pagamos impostos e de nada se sabe.

Nem a pista do aerporto de SP era checada! Vão dar atenção ao segundo maior centro urbano do Brasil? Hunf.

Prefeito? Governador? Estamos carentes de pai! Por favor nos acuda; de braços abertos. Falta um pai para o Rio; a figura de autoridade foi transformada em pedra, colocada nas alturas, onde ninguém possa alcançar. Só este pai ausente sobreviverá ao desastre das inundações. O Rio não tem mãe; não sabem as ruas como fluir ao tráfego, os morros como fluir ao tráfico e as pessoas como fluir ao caos.

Somos um povo carente. Que tipo de gente somos??

A madrugada sinistra em que enfrentei o Diabo e a tormenta com o auxílio de uma imensa haste de coqueiro

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Depois conto essa história. Agora não dá.

Boa notícia pra quem faz cocô na Barra

rjtv.jpgOs moradores da Barra, Recreio, Jacarepaguá e vizinhanças podem comemorar. Inaugura-se finalmente nesta terça-feira o emissário submarino da Barra. Com quatro anos de atraso em relação à data inicialmente programada, o emissário vai poupar as lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá em cerca de 30% do esgoto produzido, o que equivale a mais ou menos 9.000 litros de dejetos por segundo. A obra vai lançar esgoto tratado a cinco quilômetros da costa e a 45 metros de profundidade. Os primeiros beneficiados serão 180 mil moradores de Jacarepaguá, mas em 2008 — a CEDAE promete — o emissário deve coletar o esgoto de mais 100 mil moradores da Barra da Tijuca. Os habitantes da cidade agradecem.

Sol e chuva, casamento de viúva

Mas também pode ser chuva e sol, casamento de espanhol. É o que acontece neste exato momento, pelo menos aqui na minha vizinhança, entre a Lagoa e o Humaitá. Agora está trovoando e noto um cheirinho de telha molhada. Pela janela da varanda dá pra ver o Cristo semi-encoberto em meio a água que cai forte. Mas o sol brilha no céu, a oeste, e faz grandes reflexos na água que escorre pelo granito escuro do Corcovado. A leste, em direção ao Centro, densas e cinzentas nuvens. A chuva passou… Não! começou de novo! Mas o sol continua a brilhar. Não tem mais sol agora. Momento confuso no céu da cidade. O homem que consertava as telhas do apartamento do Ritchie, – Menina veneno, o mundo é pequeno demais prá nós dois… – agora há pouco, se escondeu da chuva. Bom, na verdade ele voltou a trabalhar, porque a chuva já passou…

Cumulus Nosso

cumulus.jpg Cumulus nimbus
Que estais nos Céus,
Santificada seja a vossa sombra.
Venha a nós a Vossa tempestade,
Seja feita a Vossa chuvarada
Assim na Terra como no Céu.
O ar fresco de cada dia nos dai hoje.
Perdoai-nos os nossos desmaios
Assim como nós perdoamos o tempo abafado
E não nos deixeis cair em prostração
Mas livrai-nos do sol.
Amém.

breve tratado sobre o verão:

“porque sempre chega um momento em que até o bom se torna insuportável.”

– Caio Fernando Abreu

Chove, chuva!

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Trinta ou quarenta dias, não importa, pra mim já faz aí uns dois anos que não chove no Rio. A situação é periclitante. Eu moro no último andar do prédio e o sol bate no meu telhado e em toda a lateral do apartamento — que está voltada para o norte, justamente a fachada de maior insolação. Para piorar não tenho ar condicionado, apenas ventiladores de teto e mais um “Arno” com disposivo para repelente de mosquitos… Meu sonho de consumo era um daqueles splits com 300.000 BTUs. O resultado desse calor e da secura do ar é espirro, tosse seca, olhos ardendo e uma prostração digna de Macunaíma.

Mas enquanto eu não ganho na Mega Sena — eu apostei em 02, 21, 27, 29, 37, 59 e deu 08, 09, 39, 44, 49, 58. Quase, não é? Mas ninguém acertou e a grana acumulou para cerca de R$ 11.000.000! — a solução é rezar para que chova. Tenho acompanhado as previsões do tempo — tão aleatórias e erráticas quanto um jogo lotérico — em sites especializados como o do CPTEC e o Windguru, que eu acho ser o mais legal de todos.

Pelas indicações deste último podemos concluir o seguinte: só vai chover no sábado próximo, mesmo assim um pouco, lá pelas seis da tarde; chove mais forte, no domingo, no fim da tarde; a partir do sábado teremos então vários dias de chuva, permanendo uma nebulosidade constante ao longo da semana. Rezemos, pois.

Quando a chuva chegar

Quarenta e cinco dias de sol escaldante, nem um pingo de chuva e temperatura em torno de 40 graus centígrados…

Olha a cobra!

Encontrei agora a Tereza Lessa na esquina da Fonte da Saudade com a Baronesa de Poconé. Além de rua simpática, onde morou o Jô Soares, a Baronesa de Poconé vinha a ser exatamente a Maria de Almeida Bueno do Prado, esposa do Manuel Nunes da Cunha, o Barão de Poconé. Já a Fonte da Saudade é uma fonte que fica ali na rua Fonte da Saudade. Está na entrada daquele prédio quase em frente à igreja Santa Margarida Maria. Tereza foi minha colega em um curso com o Charles W. Watson, o meu amigo escocês que tem atelier ali na rua Mundo Novo, aquela rua que sobe por Botafogo e desce em Laranjeiras — ou vice-versa — mais ou menos onde se concentra o Gigantes da Lira no Carnaval. Não confundir este Charles com o Charles Tex Watson, assassino e ex-membro do grupo de Charles Manson, o que matou a Sharon Tate, ex-mulher do Polanski. A Sharon e o Polanski trabalharam juntos no divertidíssimo A dança dos vampiros. Não viram ainda? Bom, mas como eu dizia, a Tereza me contou naquela esquina que tinha aparecido uma cobra hoje no prédio dela, ali na rua Bogari, sendo Bogari aquele arbusto de flor branca, e que tinha chamado os bombeiros para capturá-la. Não sei se veio o Coronel Marcos Silva. Se veio, a cobra se fudeu. Eu acho que o termo bombeiro define mal, tanto a função de quem luta contra o fogo, quanto a de quem conserta encanamento. Neste último caso prefiro a versão paulista de encanador. Mas, me desculpem, semáforo é a puta que o pariu. E ponta-cabeça é o caralho. Bem, segundo ela, era uma jararaca. O veneno da jararaca é o seguinte: hemorragia, choque, falência renal e morte. Eu disse à ela, que é filha do ex-Reitor da UFRJ, o Carlos Lessa, dono do sebo Al-Fárábi na rua do Rosário e autor do interessantíssimo O Rio de Todos os Brasis, uma densa análise sobre a decadente mas eterna permanência do Rio como símbolo nacional, eu disse a ela, enfim, que certa vez também tinha capturado uma cobra na minha casa na Bogari, no meu caso uma coral, aquela preta, vermelha e branca e, altamente venenosa, assim como a jararaca dela. Na ocasião eu disse teje presa, taquei ela num vidrão de maionese com tampa furada e, depois de dois dias cumprindo pena ali em casa, eu a soltei, por bom comportamento, lá no alto da Casuarina, árvore nativa da Nova Guiné e também rua onde já morou a Xuxa com a sua mãe. Com a mãe dela, quero dizer. Não sei se apareceu cobra na casa da Xuxa. Nem aranha. Macacos aparecem sempre por aqui. Gambás idem. Morcegos também. Formigas? De dez centímetros às vezes. Consegui ainda dizer, antes que ela seguisse para o seu jogging noturno, que as cobras sempre atacam as fontes de calor. Ou seja meus caros, do jeito que o verão está, cuidado que vai chover cobra por aí.

Total eclypse of the moon

Amanhã, sábado, a gente vai poder observar um eclipse da Lua. Será total e visível, ao menos em parte, em todos os continentes.

Os antepassados não gostavam muito dos eclipses porque eles representariam momentos em que nosso planeta não dispunha da presença do Sol e da Lua. Como se ficássemos órfãos subitamente. Por outro lado podemos ver no eclipse a metáfora de uma possibilidade de independência e de libertação.

A dica do astrólogo Dimitri Camiloto é observar o que aconteceu com a gente desde o último eclipse — setembro de 2006 — e o momento atual. A fase que teríamos iniciado em setembro acabaria agora. O que vivemos e aprendemos neste período de tempo?

No episódio “O Templo do Sol” o repórter e aventureiro Tintim salvou-se de ser sacrificado pelos Incas, junto com o Capitão Haddock e o impagável Professor Girassol, graças ao fato de que, sabendo de antemão haver um eclipse solar, fingiu clamar ao astro rei, o poderoso Pachacamac, pedindo por sua clemência.

O Brasil, que teve um eclipse da Lua no seu aniversário — 7 de setembro — vem enfrentando graves problemas, notadamente a violência desenfreada e o clima impiedoso.

No mais, o eclipse é sempre um ótimo momento para a reflexão ou para abrir uma garrafa de vinho branco gelado, na praia. Como a Lua Cheia acontece sempre no signo oposto ao que o Sol se encontra, este eclipse envolverá os signos de Peixes e Virgem.

Acredite… se quiser. (com voz de Jack Palance)

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