Archive for the ‘Noite’ Category

Don’t worry, be happy

Fim de noite e uma linda lua cheia num céu estrelado de terça-feira - que já era quarta um bom tempo. Depois de beber na companhia de lindas mulheres e bons camaradas, ouvir ótimas músicas que saíam da jukebox e analisar e ter a certeza de que a loirinha da sinuca era mal amada, é chegada a hora de ir embora.
Quando me divirto, sempre deixo de me preocupar com as coisas e uma dessas preocupações que deixo pra depois é justamente como ir embora. Não me arrependo de ser assim, pois sempre me rende boas histórias e dessa vez não foi diferente.
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Palíndromos na Cinelândia

Sexta, pessoal foi à Lapa pra entrar no Circo Voador, pra curtir uma festa anos 80, que teve participação de Gretchen (toda ruim que só ela), Silvinho (que sou fã), Simony (que tá… é… dá pra pegar), Paquitas (duas gostosas e uma mais ou menos) e um cara vestido de Bozo (chato bagarái)!
Eu e mais oito pessoas. Dessas oito, coloquei três pra invadir o palco - um pulou pra cima do público e outro dançou Ursinho Blau-Blau ao lado do Silvinho!
Foi muito show! Legal até o fim - das 23:32 às 04:40! Como disse meu amigo, festa ploc é festa “caralho”: cada música que toca você olha pra cara de um e grita um “caraaaalhooowww”!
Depois de sair do Circo, começa a viagem homérica de volta pra casa, que só tive de fazer para tomar um banho, pois tava totalmente azedo, ensopado, pra depois partir direto pra Cidade Universitária, no Fundão, pro meu curso de Italiano (ecco!).
Em tempo, da saída do Circo até pararmos e pegar o metrô, tivemos a chance de comer um podrão, de ver uma garota burra quase morrer porque era asmática e tava sem bombinha e todo mundo tava achando que ela tava com pressão baixa e tacando sal nela, de ver uma quase-briga e de comer uma pizza na Guanabara.
Foram 32 horas no ar, e esses horários palíndromos me seguindo. Também me seguiram, como de rotina, os horários de somente dois dígitos, como 12:12, 01:00, 02:22 etc.

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Na estação da Cinelândia, faltando 10 minutos
para completar 24 horas acordado

Causando

Na quinta, danças numa nova festa em Botafogo.
Causando aqui, causando ali, Calzone a noite toda.
Passada no Cervantes após o balancê. Entre loucos e loucas, uns 10.
Amigos e mariposas da noite. Combinamos um passeio de iate.
Meu iate imaginário sairia da marina da Glória em direção
a qualquer lugar. Fim de noite num bar em frente.
Integrantes de uma banda de rock sentados à mesa da frente.
Cumprimentaram-me quando fui falar com eles mas mal se
lembravam de mim. Tudo bem, eu sabia que eles não se lembrariam
de mim. Muitos risos e conversas animadas até a hora de tomar
o metrô junto com os trabalhadores.

Sexta, sábado e domingo - Conjunção astral: Brasil x Suécia
O paraíso, o paraíso….

Noite de Diversão

Na última sexta-feira, na Lapa, me diverti tanto com o mundo. É, com o mundo. Grande parte do planeta
estava ali. Vi pessoas de várias etnias, nacionalidades e sotaques variados. Ouvi “trance” na barraquinha de bebidas em frente ao Asa Branca. Gringos e brasileiros dançando aquele ritmo duro e sem graça, inclusive eu, movido pelo clima festeiro. Enquanto isso, hordas e hordas de turistas passavam pra lá e pra cá, tentando
encontrar o melhor lugar para festejar aquela quente e divertida noite de sexta na Lapa.

Mais tarde, dentro do Casarão Cultural da Lapa, muito rock e bebidas, brasileiros e gringos. Conversei com dois noruegueses e eles contaram que estavam adorando o Rio, o carnaval e o traseiro das brasileiras. “The best”, eles me disseram. Ao final da festa roqueira, embaixo dos arcos, uma outra barraquinha de bebidas tocava U2 para delírio de outro grupo de estrangeiros e brazucas que tentavam se enturmar. Não resisti aquele momento único de “celebração à união entre os povos” e me juntei a eles. Hilário e muito bom para alma. Além de 3 ou 4 músicas seguidas do grupo do Bono, o “dj” da barraca tocou canções dos Smiths, Rem e Van Halen. O clima estava ótimo até um grupo de PMs pedir para acabar com som. Saí de fininho e peguei um táxi para casa, com a certeza de ter tido uma grande noite de diversão.

Minha primeira vez na Pista 3

Ontem fui conhecer a Pista 3, novo clube da cidade e mais um ovinho na cesta do Grupo Empresarial Casa da Matriz Investimentos e Corporações & Sons Ilimitada.

Tava rolando a festa Norótica, com a mesma turma de Djs da sempre muito boa Phunk!. A Pista 3 fica na rua São João Batista, em Botafogo, no mesmo prédio ocupado até pouco tempo pelo nômade Bukowski, o Clube Andarilho do Rio, que agora foi pra rua Álvaro Ramos, também em Botafogo - mas (dizem alguns) até maio poderá acompanhar o movimento das andorinhas e migrar com elas para o Canadá.

A proposta da Pista 3, pelo que eu saquei, não tem mistério: é dar espaço às festas de outros produtores da cidade e agendar noites de rock, eletrônico, hip hop e funk. Na verdade, a Pista 3 se explica pelo nome: é uma extensão natural da Casa da Matriz, que fica ali do lado (e tem duas pistas…)

O lugar não tem nada de mais, nem de menos. Pra ser sincero, achei tudo muito igual ao Bukowski (até o público). Tirando a reforma - dói no coração imaginar como aqueles banheiros novos em folha poderão estar daqui a um ano - e o deslocamento da cabine do DJ do alto para a altura da pista, não vi nada de muito novo. A disposição dos ambientes não foi alterada, e continuam rolando a pista embaixo e o bar/lounge lá em cima.

A ti, Pista 3, os nossos desejos de vida e longa e sucesso. É uma alegria quando os corajosos produtores e DJs da noite carioca ganham mais um espaço para fazer suas festas - e a rapaziada pode contar com mais uma pista de baile pra descascar o Vulcabrás.

Considerações gerais da noite de ontem:

1. Definição de uma querida amiga pro jeito Phunk de ser: “Isto aqui é o indie funk!”

2. Poucas coisas são mais ridículas como os manés que vão a uma boate e ficam impacientes com as gatinhas que não dão mole pra eles. Ontem vi alguns assim, circulando que nem mosca em cima de bicho morto.

3. A garota tava dançando com um cara e me olhando. E me olhando… Aí veio em minha direção e falou no meu ouvido:
- Escuta, você fuma maconha?
- Não mais - respondi.
- Ah, que pena… É que eu tô ali dançando com o meu amigo, e aí a gente queria fumar um, mas a gente não sabe apertar. Aí eu pensei que talvez você soubesse, e quisesse apertar um pra gente, porque eu queria muito fumar um com você.

Gente criativa é outro nível, né não?

A boa de sexta

Nesta sexta, dia 10/11, na Lapa, acontece mais uma edição da festa Baile Folk, desta vez com as bandas Apanhador Só, de Porto Alegre (que vem à cidade para tocar com a Maria Rita, na semana que vem), e as cariocas Filme e Luisa Mandou um Beijo (uma das melhores bandas do país, na minha desrespeitada opinião). Entre as apresentações das bandas, vão trabalhar os DJs Lume, Eraserhead e Muralha.

As guitarras começam a zunir às 22h, com ingressos custando 6 reales. O Baile Folk está hospedado na Rua do Riachuelo, 125, na Laaaaaapaaaaaa… queriiiiiiidaaaaaaa…

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Da série brincadeiras cariocas: Cidade Alta

Leia atentamente ao parágrafo abaixo e responda à questão:

“Perdi uma virgindade extra no sábado passado e essa minha primeira vez foi muito mais do que eu poderia esperar. Logo no primeiro encontro, ele se apresenta portentoso e me mostra suas escolhas raras, de tão bom gosto. Ele é delicado, elegante, suas roupas são de grifes internacionais e seus sapatos, desenhados com exclusividade pelos melhores estilistas do ramo. Ele conhece tecnologia como só os holandeses entendem e tem paladar apuradíssimo para sorvetes. Ele tem caminhos que fiz questão de desconhecer por tanto tempo, justamente porque sabia que poderiam me iludir. E iludiram. Ele me fez carinho desde a garagem e, ao entrar em sua casa, cada quarto seu me era um mundo inatingível, mas lindo de se admirar. E a cada passo dado por seus salões imensos de iluminação baixa, eu sonhava ainda mais com aqueles brinquedos todos, e me perguntava como diabos ele tinha aquilo tudo e continuava sendo assim, tão low profile. Concedi calada, mas com gosto, que ele me penetrasse com toda a elegância. Eu não tinha nada para oferecer, mas ele me quis ainda assim. E quando entrei em uma de suas salas de banho, foi aí que veio o gozo - eu era uma dama e tinha à minha disposição medicamentos, algodão, agulha, linha para tecido e até para cotton. E eu disse sim.”

Quem é esse carioca tão cheio de charme?

O vencedor ganha um beijo da Christiane Torloni e um abraço da Marília Pêra.

Boa sorte!

Há cinco anos sacudindo a galera

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Amanhã, no Bola Preta, rola a comemoração de cinco anos da Phunk!, com a participação especial de BNegão. Uma das festas mais legais da cidade, a Phunk é dedicada a… funk! (genérico, de James Brown a MC Marcinho), samba, reggae, soul e tudo aquilo que a gente chama de groove e não consegue ouvir parado.

Ainda não foi? Então não perde, irmãozinho.

PHUNK!
Quando> Sábado, 16/09, a partir das 23h
Onde> Bola Preta. rua 13 de maio, 13 - 3o andar / Cinelândia
Quanto> R$ 10 até meia-noite; depois: R$ 12

Trilhos noturnos

Da dobra da baía vemos tudo.
Água morna que faz flutuar os barcos e todo o resto.
O luar que vem da Praia do Flamengo ilumina a poça d´água:
luz branca que vibra à velocidade somada de todos os corações.
Calma com cheiro de maresia,
os pescadores tentando catar os únicos corpos que se movem…
Lixo comestível.
O silêncio é rasgado pelas ventas do 512, que faz curva rente e quase toca o pneu na calçada alta de pedra. Segue como um trem louco, até debaixo do antigo cassino…
As baratas se divertem, dão risada.
Baratas tontas. Preocupadas com a festa nos bueiros, ignoram a própria sorte.
Quem está sempre com fome procura apenas comida, não há contexto para nada além.
Ri melhor quem as esmaga com a sola dos sapatos; mesmo que elas continuem presentes, agora entranhadas na sola do Adidas.
A música vem de tempos em tempos, som forte e agudo; começa baixinho, chega perto, passa de repente.
Se fosse há vinte anos, viria de um Chevette com rádio barato; agora vem dos Samsungs e Motorolas, com seus toques em mp3.
O otimismo me diz que são menos irritantes do que o onipresente toque padrão dos Nokia.
A farra é rasgada pelo motor a diesel do Metrô de Superfície, que faz curva rente e quase toca o pneu na calçada alta de pedra. Vai deslizando fora dos trilhos como um trem louco, até debaixo do antigo cassino…
As baratas deram no pé, as conversas e os toques em mp3 se abafaram por alguns instantes, o peixe desistiu de morder a isca, a cerveja rendeu seu último gole.
Ao longe, repentinos fogos de artifício nos rumos do Dona Marta marcam o clímax do passeio, explosões e cores reverberando no mar e nas montanhas.
Missão cumprida, já não somos mais os mesmos.
Pegamos as bicicletas e voltamos, nos trilhos do metrô, até a estação de nossa casa.

Aqui ao lado de casa tem um bar de adolescentes

ELES pulam e cantam hinos de arquibancada, uma parte de cada vez, como num desfile medieval de armas. A maioria diz que o Flamengo é foda e pentacampeão, uma parte diz que o Flamengo vai pra vala, três se abraçam e giram e gritam Nenseeeee! e um aperta o saco e uiva Fogo! pra lua.

ELAS estão encostadas nos carros, bebendo a cerveja de graça que eles pagam pra amaciar a carne. Elas ainda fumam errado - e mentolado. Com essa chuva poucas se arriscam no shortinho miúdo. Uma atrevida se arriscou, mas tá dando só uma passadiinha, desceu pra levar o poodle pra mijar. Pra falar com ele ela faz ponta-de-pé, bailarina de Havaianas. E morde o chaveiro de coraçãozinho de borracha, que nem neném - ele já sabe que mulher quando fala contigo mordendo o chaveiro é porque vai morrer.

Eles acham que não, mas um boteco freqüentado por adolescentes numa sexta-feira à noite tem muito de festa no play. E tem sempre um gavião velho roendo palito encostado no balcão e monitorando o vai-e-vem das pintinhas em direção ao banheiro, com nojinho (Como é que você fez xixi?, perguntam às amigas, e plow!, estouram a bola de chiclete).

Tem sempre aqueles moleques fortinhos com camisa social, relógio e perfume demais, tirando onda que o boteco é só o esquenta, que tão de carro e depois vão pra guerra forte.

Tem sempre dois retardados que ficam brincando de luta, puxando moleton, roubando boné e dando rasteira: Peraí, maluco! Assim não, assim não…

Por mais que eles se esforcem em seus talentos e exibam hinos de arquibancada, armas, cavalos, brasões, as meninas só querem saber de fumar seu mentolado soltando fumaça e desprezo: amanhã elas vão pra casa do Marcelinho em Itaipava, o cara cinco anos mais velho, que já garantiu carona, a presença de outros amigos, churrasco, reggae, psytrance e fumo. O resto é com elas.

Aí os galinhos adotam a tática kamikaze da Caninha 51: uma talagada e coragem, guerreiro! Coragem pra perder a linha e falar umas paradas sem noção pra ela, que acaba indo embora com cara de nojinho (plow!, foi-se outra bola de chicle), e agora os outros paladinos tão te zoando até a morte, um grito de gol que junta as torcidas, até que vem um e te dá um tapa no boné, aí você diz que não, isso não pode, e a briga começa, a patrulhinha chega e é hora de todo mundo voltar pra casa chapadinho no ônibus, aquele silêncio sagrado de anjinho dormindo.

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