Archive for the ‘Noite’ Category

Chicos bar

O podrão é uma arte. Digam o que quiserem, mas não há nada mais carinhoso e acolhedor do que um bom cachorro-quente numa madrugada depois da sessão etílica.

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Já experimentei vários e criei meu ranking mental. Tive momentos mágicos de prazer e apreensão, em noitadas na Rua Ceará, Lapa e Mourisco. Meu contador geiger nunca passou do amarelo, por isso ainda arrisco ovinhos de codorna, molho rosé e iguarias afins.

Na semana passada, depois de uma noitada na Drinkeria Maldita, Voluntários da Pátria-quase-praia, descobri o Chico. Fica embaixo do viaduto que, no sentido contrário, termina a Praia de Botafogo.

O Chico entra na categoria enterprise de podrões. É bem estabelecido, conta com um dos cardápios mais extensos que já vi e atende com uma equipe, para garantir a rápida refeição, com ótimo preço.

O caráter pitoresco do Chico fica com as mensagens distribuídas pelo cardápio, que vão do pedido de paciência ao cliente ao de não fazer barulho e respeitar os moradores do local.

A bicicleta e o Rio

Hummmmm…

Comentários são bem-vindos. :)

No tapete verde

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O tapete verde é sagrado e a sua volta os espectadores prestam reverência. A bola corre macia em busca do seu objetivo, empurrada por toques que alternam a suavidade e a força, precisos quando partem do mestre.

Para alguns, a sinuca desperta a mesma paixão que o futebol. Não é o meu caso, mas aprendi a gostar do esporte ao longo dos anos, mesmo sem frenquentar muito as mesas da cidade.

Por conta do Metblog comecei a ir mais ao Boteco Taco, no Humaitá. Ele é uma das casas de sinuca da cidade e tem um atrativo muito especial: é o único bar (dos que conheço) que tem um jukebox. Para quem desconhece o termo, ele indica os tocadores de CD (antes de LP) que são ativados com fichas e com a escolha de músicas de cada um. Com isso, a sequência musical atinge status quase aleatório para quem ouve, indo de Almir Guineto a Foo Fighters em segundos. O nível alcoólico, como sempre, ajuda a compor a confusão que continua a testar as habilidades esportivas com o taco.

Em grupo, o Boteco Taco é diversão garantida, na escolha das músicas e nas partidas em dupla, trio, quarteto ou individuais, decidindo o futuro da humanidade entre as caçapas. Solo, pode ser a oportunidade de observar, aprender a jogar e fazer amizades em busca da bola sete.

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O Boteco Taco fica aberto até tarde na Rua Humaitá, 122 (2539-5109).

La Belle de Nuit

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Essa vida é uma pândega e assim como no futebol, também é uma caixinha de surpresas. Há algum tempo atrás tive um encontro um tanto surpreendente e elucidativo. Não que o fato em si tenha sido lá qualquer coisa de mais nessa vida em que nada mais nos surpreende, mas vivê-lo, sem dúvida, foi. Era um daqueles dias em que baixa em mim um certo espírito de Indiana Jones, não sei porque, mas o caso é que saí por aí, iniciando um solitário périplo etílico, que começou no Boteco Taco no Humaitá, seguiu para o Caroline no Jardim Botânico, de lá foi para o Jobi, no Leblon, e acabou por desaguar finalmente num daqueles botecos da Prado Junior, no Leme. Não me entendam mal. Às vezes eu vou pra lá por puro e ingênuo voyeurismo artístico. Ademais minha analista uma vez aplacou minha culpa, afirmando que sou artista e por isso preciso olhar para o feminino. Assim sendo sigo seus conselhos e sempre que posso olho para o feminino. Aquele frenesi das meninas nas ruas de Copacabana realmente faz muito bem ao meu espírito meio irrequieto e de vez em quando dou as caras por lá a fim de sossegar o facho. Não que vez por outra, em um passado mais distante, o benefício tenha se restringido apenas ao prazer do espírito, mas essa noite eu só queria era espairecer mesmo. Bom, acontece que eu estava sentado em um daqueles botecos, próximos aos inferninhos, calmamente bebendo o vigésimo sétimo chope, e eis que adentra ao recinto uma linda menina, elegantemente vestida de preto, cabelos ruivos batendo nos ombros, pele muito clara e sardenta, de rosto redondo angelical, olhos negros, aparentando aí uns vinte anos, talvez. Ela era muito bonita e interessante mesmo. Pois bem, a moça dá uma olhada geral no ambiente, caminha em direção à minha mesa, me diz oi e pergunta suavemente se eu não gostaria de lhe pagar um drink. Claro, como sou cavalheiro, concordei, e então fiquei sabendo que ela se chamava Andréa, tinha 21 anos, era gaúcha e estava completando o segundo ano do curso de psicologia da PUC. Segundo ano da PUC. A princípio pensei que fosse aquela velha cascata, já entendi, fazendo um tipo de acordo com o freguês. Mas então ela me disse que era de “ascendência ítalo-germânica” usando estas exatas palavras e logo apresentou seu breve currículo familiar. Isto esclarecido passou a discorrer sobre o futuro incerto do governo do PT, pois ela sempre fora petista e, como tal, estava preocupada com os rumos da política brasileira, bem como se afligia com a situação caótica no oriente médio, um absurdo! Quando me disse que estava lendo Deleuze e Foucault, fiquei com vontade de casar com ela ali na hora, sobretudo quando soube que estava comprando um belo apartamento em Ipanema, já que o de Copacabana era um pouco antigo e barulhento.
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Night: problema social (número 2)

- Me dá um real?
- Não…
- Cinqüenta centavo?
- Não.
- Me paga um lanche?
- Não, garoto!!!
- Então me dá um beijo?

Night: problema social (número 1)

- Trepa comigo?
- Não!
- Me dá um beijo?
- Não.
- Me arruma o telefone?
- Não!!!!
- Pô, então… Me paga um lanche?

Driving in Rio

This is Rio on a sunday night.

Filipeta-obituário

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Festa Junina na Bunker, a discoteca que já foi considerada (e se auto-denominou) the best club in town - e onde durante um bom tempo rolou a melhor programação de música eletrônica do Rio.

É, Velha Guarda: estamos testemunhando o fim de uma era.

Como destruir sua vida

É fácil: mude-se para um bairro com bares de merda.

Tomar um negocinho a alguns quarteirões de casa é uma alegria. Mas também não há nada pior que a conveniência do bar de merda só porque ele fica perto de casa. Agora à tarde, uma amiga muito querida me chamou pra ir à Cobal, no Humaitá, onde ela mora. Adoro a amiga, não mandaria explodir o Humaitá, mas detesto a Cobal. É botar o pé lá dentro e eu imediatmente me sinto casado, barrigudo, com filho e mulher me esperando em casa (pra mim a Cobal é uma espécie de Coccoon ao contrário).

A amiga é sábia e no telefonema se botou à disposição para negociarmos outro lugar. Sou péssimo nessas horas, porque a vontade é de gritar: “COPACABANA, MEU ANJO!”

Sim, é igualmente conveniente, porque eu me escondo aqui em Copa, mas acho que no caso o raciocínio é outro: eu moro em Copacabana TAMBÉM porque aqui tem bons bares, a começar pela Adega Pérola, o Supertrunfo da beberagem (nem vou linká-la hoje, é batata: dia desses eu volto ao assunto com dilicadeza num post-exaltação). Digo mais: até o bar ruim é bom em Copacabana.

Mas o Humaitá… O Humaitá é foda. Ipanema também: não há nada que comova, à exceção do Irish Pub (que era bem melhor na Ronald de Carvalho, faça-se justiça) e do Café e Bar Daniel Azulay (esse aí é um segredo, cubro com código, e só poderei revelar com a autorização da famiglia). E o Leblon… Bom, o Leblon é fraco: costumo andar na Dias Ferreira quando tenho saudade de São Paulo, e o Jobi e a Guanabara, porra… O Jobi e a Guanabara têm o bêbado do Leblon, essa farsa da noite carioca (outro que um dia volta num post-destruição).

Não vou passar o pente em todos os bairros, até porque vou acabar parando em Copa. Vou acabar parando na Pérola, mesa 5, embaixo do relógio. Monogâmico.

Rola um boato aí de que eu parei de beber. Não vou negar: faz quase três anos. Mas ainda sou um bêbado, e minha folha de serviços prestados em anos de dedicação exclusiva ao cotovelo molhado me dá uma certa legitimidade na presente análise, até quando eu peço um Guaraná Baré.

E de modos que na hora de escolher o boteco eu faço que nem o gato: só como o que conheço.

A noite chega em Copacabana

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Sexta-feira, 17:35 h, Avenida Atlântica, esquina com Figueiredo Magalhães - Playboys, malucos, gatinhas, prostitutas, modernos, gringos, hippies e alienados. É sexta feira. A noite chega em Copacabana. Take it easy.

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