Archive for the ‘Noite’ Category

Há cinco anos sacudindo a galera

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Amanhã, no Bola Preta, rola a comemoração de cinco anos da Phunk!, com a participação especial de BNegão. Uma das festas mais legais da cidade, a Phunk é dedicada a… funk! (genérico, de James Brown a MC Marcinho), samba, reggae, soul e tudo aquilo que a gente chama de groove e não consegue ouvir parado.

Ainda não foi? Então não perde, irmãozinho.

PHUNK!
Quando> Sábado, 16/09, a partir das 23h
Onde> Bola Preta. rua 13 de maio, 13 – 3o andar / Cinelândia
Quanto> R$ 10 até meia-noite; depois: R$ 12

Trilhos noturnos

Da dobra da baía vemos tudo.
Água morna que faz flutuar os barcos e todo o resto.
O luar que vem da Praia do Flamengo ilumina a poça d´água:
luz branca que vibra à velocidade somada de todos os corações.
Calma com cheiro de maresia,
os pescadores tentando catar os únicos corpos que se movem…
Lixo comestível.
O silêncio é rasgado pelas ventas do 512, que faz curva rente e quase toca o pneu na calçada alta de pedra. Segue como um trem louco, até debaixo do antigo cassino…
As baratas se divertem, dão risada.
Baratas tontas. Preocupadas com a festa nos bueiros, ignoram a própria sorte.
Quem está sempre com fome procura apenas comida, não há contexto para nada além.
Ri melhor quem as esmaga com a sola dos sapatos; mesmo que elas continuem presentes, agora entranhadas na sola do Adidas.
A música vem de tempos em tempos, som forte e agudo; começa baixinho, chega perto, passa de repente.
Se fosse há vinte anos, viria de um Chevette com rádio barato; agora vem dos Samsungs e Motorolas, com seus toques em mp3.
O otimismo me diz que são menos irritantes do que o onipresente toque padrão dos Nokia.
A farra é rasgada pelo motor a diesel do Metrô de Superfície, que faz curva rente e quase toca o pneu na calçada alta de pedra. Vai deslizando fora dos trilhos como um trem louco, até debaixo do antigo cassino…
As baratas deram no pé, as conversas e os toques em mp3 se abafaram por alguns instantes, o peixe desistiu de morder a isca, a cerveja rendeu seu último gole.
Ao longe, repentinos fogos de artifício nos rumos do Dona Marta marcam o clímax do passeio, explosões e cores reverberando no mar e nas montanhas.
Missão cumprida, já não somos mais os mesmos.
Pegamos as bicicletas e voltamos, nos trilhos do metrô, até a estação de nossa casa.

Aqui ao lado de casa tem um bar de adolescentes

ELES pulam e cantam hinos de arquibancada, uma parte de cada vez, como num desfile medieval de armas. A maioria diz que o Flamengo é foda e pentacampeão, uma parte diz que o Flamengo vai pra vala, três se abraçam e giram e gritam Nenseeeee! e um aperta o saco e uiva Fogo! pra lua.

ELAS estão encostadas nos carros, bebendo a cerveja de graça que eles pagam pra amaciar a carne. Elas ainda fumam errado – e mentolado. Com essa chuva poucas se arriscam no shortinho miúdo. Uma atrevida se arriscou, mas tá dando só uma passadiinha, desceu pra levar o poodle pra mijar. Pra falar com ele ela faz ponta-de-pé, bailarina de Havaianas. E morde o chaveiro de coraçãozinho de borracha, que nem neném – ele já sabe que mulher quando fala contigo mordendo o chaveiro é porque vai morrer.

Eles acham que não, mas um boteco freqüentado por adolescentes numa sexta-feira à noite tem muito de festa no play. E tem sempre um gavião velho roendo palito encostado no balcão e monitorando o vai-e-vem das pintinhas em direção ao banheiro, com nojinho (Como é que você fez xixi?, perguntam às amigas, e plow!, estouram a bola de chiclete).

Tem sempre aqueles moleques fortinhos com camisa social, relógio e perfume demais, tirando onda que o boteco é só o esquenta, que tão de carro e depois vão pra guerra forte.

Tem sempre dois retardados que ficam brincando de luta, puxando moleton, roubando boné e dando rasteira: Peraí, maluco! Assim não, assim não…

Por mais que eles se esforcem em seus talentos e exibam hinos de arquibancada, armas, cavalos, brasões, as meninas só querem saber de fumar seu mentolado soltando fumaça e desprezo: amanhã elas vão pra casa do Marcelinho em Itaipava, o cara cinco anos mais velho, que já garantiu carona, a presença de outros amigos, churrasco, reggae, psytrance e fumo. O resto é com elas.

Aí os galinhos adotam a tática kamikaze da Caninha 51: uma talagada e coragem, guerreiro! Coragem pra perder a linha e falar umas paradas sem noção pra ela, que acaba indo embora com cara de nojinho (plow!, foi-se outra bola de chicle), e agora os outros paladinos tão te zoando até a morte, um grito de gol que junta as torcidas, até que vem um e te dá um tapa no boné, aí você diz que não, isso não pode, e a briga começa, a patrulhinha chega e é hora de todo mundo voltar pra casa chapadinho no ônibus, aquele silêncio sagrado de anjinho dormindo.

Chicos bar

O podrão é uma arte. Digam o que quiserem, mas não há nada mais carinhoso e acolhedor do que um bom cachorro-quente numa madrugada depois da sessão etílica.

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Já experimentei vários e criei meu ranking mental. Tive momentos mágicos de prazer e apreensão, em noitadas na Rua Ceará, Lapa e Mourisco. Meu contador geiger nunca passou do amarelo, por isso ainda arrisco ovinhos de codorna, molho rosé e iguarias afins.

Na semana passada, depois de uma noitada na Drinkeria Maldita, Voluntários da Pátria-quase-praia, descobri o Chico. Fica embaixo do viaduto que, no sentido contrário, termina a Praia de Botafogo.

O Chico entra na categoria enterprise de podrões. É bem estabelecido, conta com um dos cardápios mais extensos que já vi e atende com uma equipe, para garantir a rápida refeição, com ótimo preço.

O caráter pitoresco do Chico fica com as mensagens distribuídas pelo cardápio, que vão do pedido de paciência ao cliente ao de não fazer barulho e respeitar os moradores do local.

A bicicleta e o Rio

Hummmmm…

Comentários são bem-vindos. :)

No tapete verde

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O tapete verde é sagrado e a sua volta os espectadores prestam reverência. A bola corre macia em busca do seu objetivo, empurrada por toques que alternam a suavidade e a força, precisos quando partem do mestre.

Para alguns, a sinuca desperta a mesma paixão que o futebol. Não é o meu caso, mas aprendi a gostar do esporte ao longo dos anos, mesmo sem frenquentar muito as mesas da cidade.

Por conta do Metblog comecei a ir mais ao Boteco Taco, no Humaitá. Ele é uma das casas de sinuca da cidade e tem um atrativo muito especial: é o único bar (dos que conheço) que tem um jukebox. Para quem desconhece o termo, ele indica os tocadores de CD (antes de LP) que são ativados com fichas e com a escolha de músicas de cada um. Com isso, a sequência musical atinge status quase aleatório para quem ouve, indo de Almir Guineto a Foo Fighters em segundos. O nível alcoólico, como sempre, ajuda a compor a confusão que continua a testar as habilidades esportivas com o taco.

Em grupo, o Boteco Taco é diversão garantida, na escolha das músicas e nas partidas em dupla, trio, quarteto ou individuais, decidindo o futuro da humanidade entre as caçapas. Solo, pode ser a oportunidade de observar, aprender a jogar e fazer amizades em busca da bola sete.

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O Boteco Taco fica aberto até tarde na Rua Humaitá, 122 (2539-5109).

La Belle de Nuit

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Essa vida é uma pândega e assim como no futebol, também é uma caixinha de surpresas. Há algum tempo atrás tive um encontro um tanto surpreendente e elucidativo. Não que o fato em si tenha sido lá qualquer coisa de mais nessa vida em que nada mais nos surpreende, mas vivê-lo, sem dúvida, foi. Era um daqueles dias em que baixa em mim um certo espírito de Indiana Jones, não sei porque, mas o caso é que saí por aí, iniciando um solitário périplo etílico, que começou no Boteco Taco no Humaitá, seguiu para o Caroline no Jardim Botânico, de lá foi para o Jobi, no Leblon, e acabou por desaguar finalmente num daqueles botecos da Prado Junior, no Leme. Não me entendam mal. Às vezes eu vou pra lá por puro e ingênuo voyeurismo artístico. Ademais minha analista uma vez aplacou minha culpa, afirmando que sou artista e por isso preciso olhar para o feminino. Assim sendo sigo seus conselhos e sempre que posso olho para o feminino. Aquele frenesi das meninas nas ruas de Copacabana realmente faz muito bem ao meu espírito meio irrequieto e de vez em quando dou as caras por lá a fim de sossegar o facho. Não que vez por outra, em um passado mais distante, o benefício tenha se restringido apenas ao prazer do espírito, mas essa noite eu só queria era espairecer mesmo. Bom, acontece que eu estava sentado em um daqueles botecos, próximos aos inferninhos, calmamente bebendo o vigésimo sétimo chope, e eis que adentra ao recinto uma linda menina, elegantemente vestida de preto, cabelos ruivos batendo nos ombros, pele muito clara e sardenta, de rosto redondo angelical, olhos negros, aparentando aí uns vinte anos, talvez. Ela era muito bonita e interessante mesmo. Pois bem, a moça dá uma olhada geral no ambiente, caminha em direção à minha mesa, me diz oi e pergunta suavemente se eu não gostaria de lhe pagar um drink. Claro, como sou cavalheiro, concordei, e então fiquei sabendo que ela se chamava Andréa, tinha 21 anos, era gaúcha e estava completando o segundo ano do curso de psicologia da PUC. Segundo ano da PUC. A princípio pensei que fosse aquela velha cascata, já entendi, fazendo um tipo de acordo com o freguês. Mas então ela me disse que era de “ascendência ítalo-germânica” usando estas exatas palavras e logo apresentou seu breve currículo familiar. Isto esclarecido passou a discorrer sobre o futuro incerto do governo do PT, pois ela sempre fora petista e, como tal, estava preocupada com os rumos da política brasileira, bem como se afligia com a situação caótica no oriente médio, um absurdo! Quando me disse que estava lendo Deleuze e Foucault, fiquei com vontade de casar com ela ali na hora, sobretudo quando soube que estava comprando um belo apartamento em Ipanema, já que o de Copacabana era um pouco antigo e barulhento.
(more…)

Night: problema social (número 2)

– Me dá um real?
– Não…
– Cinqüenta centavo?
– Não.
– Me paga um lanche?
– Não, garoto!!!
– Então me dá um beijo?

Night: problema social (número 1)

– Trepa comigo?
– Não!
– Me dá um beijo?
– Não.
– Me arruma o telefone?
– Não!!!!
– Pô, então… Me paga um lanche?

Driving in Rio

This is Rio on a sunday night.

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