Archive for the ‘Notícias’ Category

Um buraquinho na Brasil

Como nós (eu, no caso) sofremos por causa dessa tal Avenida Brasil! Basta um buraco no meio dela que tudo pára!
Nossa saudosa Av. Zil está com um buraco na altura de Coelho Neto, por causa de uma obra que está consertando o asfalto que cedeu.
Aturo duas horas de engarrafamento, chego na porra do trabalho com uma hora de atraso e, por causa disso, já chego estressado e nem sei quando isso volta ao normal.
Eu, que moro em Nilópolis, preciso passar por essa “Highway to Hell” todo santo dia pra ir pro trabalho. Sim, claro, há a Dutra (mesmo indo por aqui, acabamos por pegar a Brasil no final das contas), a Linha Vermelha, mas os ônibus que eu consigo pegar só passam pela Brasil. No meu caso são três doses de engarrafamento quase todo dia - às vezes dois, raramente um só - um em Guadalupe (que já faz parte da cidade do Rio), outro na Brasil e, por último, ou no cais do porto ou na Pres. Vargas!

Penso seriamente em sair do ninho nilopolitano pra pegar um barraco aqui pelo Centro ou Zona Sul pra não ter que aturar mais isso. Imagine se eu morasse aqui no Centro? Quase que um sonho ter que acordar umas 7:30 da manhã e não chegar atrasado.

Vigilantes paralisados

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A Juliana escreveu aqui outro dia, no post Ensaio técnico da Sapucaí — eu fui, mas cadê a polícia???? sobre a ausência de policiamento num ensaio da Sapucaí. Agora leio no OGLOBO que o salário dos vigilantes está atrasado e por isso eles teriam entrado em greve.

Estranho… A segurança de um local público desta dimensão é feita por vigilantes da iniciativa privada?

Êla é karriôka, êla é karriôka…

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O prefeito Cesar Maia quer que a supermodelo Naomi Campbell seja a embaixadora do Rio de Janeiro no exterior.

Vamos ver se a moça tem cacife pra superar o inesquecível Ronald Biggs.

Falta sol. Mas vai faltar água.

Meu irmão do meio, Bernardo, namora uma inglesa. From London. Lorraine chegou no Rio de Janeiro para passar dez dias de sol, praia e amor, semana passada. E tudo que Lorraine viu foi água caindo do céu. Minto. Um dia fez um mormaço, o que pra nós, cariocas, é sinônimo de nada, pra ela já foi uma maravilha. Lorraine observou o quanto nós, carioca, ficamos preguiçosos em dia de chuva.
- Let’s go to the movies?
- But it’s raining, baby…

Lorraine faz cara de espanto. E conta que em Londres é assim EVERY FUCKING DAY. Sinto calafrios deitada no sofá. Faz um frio estranho para novembro, e eu visualizo minha vida em Londres. Insana, insana, insana. Mas sem sol. Não dá. Não dá. Bernardo conta a história de uma amiga dele que casou com um inglês, e foi morar em Londres. A vida da amiga ia ótima: emprego maravilhoso, marido incrível e um filho fucking cute. Mas a amiga vivia numa certa depressão sem fim. E o psicólogo receitou aquilo que mudou sua vida: bronzeamento artificial. Sim. A amiga do meu irmão estava sentindo falta de luz, de sol, de claridade, amarela, vermelha, laranja. E acreditem ou não, a depressão passou.
Embora chova sem parara na cidade, vai faltar água a partir de quinta-feira. A CEDAE vai fazer uma manutenção na Estação de Tratamento de Água do rio Guandu. De acordo com a CEDAE, a manutenção da rede é feita como medida para evitar perdas principalmente no verão, quando os dias são mais quentes e o consumo de água aumenta significativamente.
“Cuidado ao comerem fora, queridos.” - Minha mãe alerta.
E vamos torcer pelo sol ainda em novembro.
Mesmo que em dezembro eu reclame do calor insuportável.
Todo carioca é bipolar, creio eu.

Death Wish

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Se depender dos nossos aposentados essa história de “brasileiro cordial” está com os dias contados. Primeiro foi “Dona Vitória”, 80 anos, que filmou e denunciou cenas do tráfico de drogas na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. Depois o escritor aposentado Yves Ublet, que desferiu indignada e certeira bengalada em Zé Dirceu, durante o caso dos mensalões. Agora vem a notícia da enfermeira aposentada Maria Dora Arbex, 67 anos, que atirou em um meliante que tentou assaltá-la, no Flamengo, neste sábado. O bandido correu, ferido, mas foi preso adiante. Um conselho aos justiceiros da terceira idade: ou bem aumentam a dose de Lexotan ou têm que parar de alugar esses filmes do Charles Bronson.

Primeira Boca de Urna do Dia

Copacabana - Escola Municipal Alencastro Guimarães (Praça Cardeal Arcoverde) - 8:03h

- Vocês querem uma colinha? Estão em dúvida em quem votar? O senhor quer uma opção?
- Uma opção? Você se importa se eu filmar você me perguntando se eu quero uma opção?

A boca-de-urna, propaganda eleitoral realizada no dia da eleição, é proibida por Lei nº 9.504/97, a exemplo do uso de alto-falantes, amplificadores de som, comício ou carreata, distribuição de material de propaganda política, inclusive volantes e outros impressos, ou a prática de aliciamento, coação ou manifestação tendentes a influir na vontade do eleitor. Essas condutas são consideradas crime eleitoral, punível com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período e multa no valor de cinco mil a quinze mil UFIR.

Teletubbies

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Love Is A Burning Thing
And It Makes A Firery Ring
Bound By Wild Desire
I Fell Into A Ring Of Fire

Ring of Fire (Johnny Cash)

A policia de Park County identificou como Duane Morrison, 54 anos, o atirador que fez reféns seis estudantes — do sexo feminino — no Platte Canyon High School, Colorado. Duane disparou contra a polícia antes de atirar em uma refém e se matar. Ele era um sem teto e morava em seu carro, nos arredores de Denver, Colorado.

Os policiais informaram que Morrison agrediu sexualmente algumas das reféns e que carregava uma mochila, onde afirmava haver uma bomba, mas de fato ela continha apenas (?!) vários brinquedinhos sexuais.

É mais uma tragédia envolvendo uma escola do Colorado. Ali também ocorreu o terrível episódio de 1999, na Columbine High School, condado de Jefferson, onde 13 estudantes foram mortos por dois adolescentes armados de fuzis e pistolas.

Duas coisas chamam a atenção neste caso. Primeiramente a velha tara destes franco-atiradores caipiras dos EUA. Depois, a bizarra sofisticação de um homeless, carregando acessórios sexuais em sua mochila…

Os brasileiros — e os cariocas em especial — lêem estas notícias com uma curiosidade quase terna, quase condescendente. Estes bandidos parecem até Teletubbies perto dos nossos Beira-Mar e Elias Maluco.

Agora mesmo o Ministério da Justiça divulgou dados da criminalidade nacional, de 2004 e 2005, mostrando que o estado do Rio de Janeiro tem o maior registro de crimes letais intencionais do Brasil. As taxas apontam para 61 por 100 mil habitantes. Em São Paulo são 19 por 100 mil habitantes. Duque de Caxias tem 121 homicídios por 100 mil habitantes. Estes índices colocam os municípios do estado em paridade com as chamadas zonas de guerra de outros países, como Iraque e Líbano. Tá de bom tamanho, não é?

Foto AP

De tanque cheio

Na quinta e na sexta-feira da semana passada, o Detran-RJ realizou 1.250 testes de bafômetro em diverosos pontos do estado. As medições foram feitas entre 20h e 2h, e o resultado não poderia ser pior: 85% dos motoristas não estavam em condições de dirigir. O Detran ainda conseguiu comemorar o número, já que na última operação, feita em julho, esse índice foi 10% mais alto.

Ainda não consegui compreender plenamente essa relação das pessoas com álcool e direção. Parece ser impossível para a maioria absoluta delas dirigir e não beber. Tomo como medida as pessoas que conheço: tenho amigos sensacionais, que considero pessoas de bom senso, preocupadas com o bem-estar dos outros, envolvidas na medida do possível com ações destinadas a melhorar o mundo, mas que não vêem problema em dirigir e beber.

A defesa deles é sempre aquela: “Ah, mas eu consigo dirigir bem com umas na cabeça”, “Ah, nunca me aconteceu nada”, ou beiram o nonsense, como um amigo meu que diz que dirige MELHOR quando está bêbado!

O fato é que no caso do álcool e da direção a discussão sempre resvala nessa subjetividade. Não importa o que digam os médicos, as autoridades, as estatísticas: as pessoas sempre sabem melhor que todo mundo o quanto elas podem beber para pegar num volante.

Subjetivamente pensando, como esses: quantos chopes me dão o direito de NÃO usar camisinha?

Bichos escrotos, saiam dos esgotos!

MALUCO, FEI DIMAIS!

Pescadores de São Gonçalo, município da Região Metropolitana do Rio, apanharam ontem um peixe com bico e patas. Isso mesmo: um peixe com bico e patas!!!, como mostra a foto de Márcio Alves aí embaixo, publicada junto com a matéria de Gabriela Moreira (leia aqui) no Globo On Line de agora.

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A turma do deixa-disso, o pessoal dos Homens de Preto, já entrou em ação e disse que não, nada de pânico… tenham calma… não se trata de nenhuma mutação… de nenhum chupa-cabra versão 2006… é apenas um peixe-morcego, que ocasionalmente é encontrado na Baía de Guanabara.

Sei… Não vou sossegar até ouvir o que o Gugu Liberato tem a dizer a respeito!

Nada vai me convencer que isso aí não é um peixe mutante bizarro, resultado da poluição da Baía, que está começando a produzir monstros, como acontecia na Tóquio poluída da abertura do Spectroman, lembram?

“Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. Como todas as grandes metrópoles do planeta, Tóquio se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E apesar dos esforços de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e as águas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir? SPECTROMAN!!!”

Por isso eu insisto em continuar bebendo a água poluída do rio Guandu, como disse num comment a esse post do Cid, que agora só bebe água mineral. Pô, eu ainda quero virar um X-Men, ainda quero ser o Wolverine e sair pegando geral!

Detalhe curioso da matéria sobre o peixe-monstro: ao tentar justificar a aberração, uma bióloga diz que o peixe “tem patas porque não nada muito bem”.

E o Quico? Eu não ando muito bem e nem por isso tenho nadadeiras!

Confesso: eu já soltei balão

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“Balão”, do pintor Fulvio Pennachi (1905-1992): celebração do passado

Na madrugada passada, um incêndio na Ceasa, em Irajá, destruiu cerca de 200 metros quadrados de caixotaria. Ninguém ficou ferido. Os principais suspeitos pelo preju: dois balões que, segundo moradores da região, caíram no local (leia mais aqui)

Taí: não tem diferença entre balão e bala perdida, mas neguinho ainda acha que balão é brincadeira. Por outro lado, essa notícia me fez pensar que, apesar dos pesares (como foi o caso do assassinato do turista português, comentado aqui no blog ontem e hoje), existem algumas coisas que realmente melhoraram nesta cidade, neste país e neste mundo.

Por exemplo: ainda tem gente que solta balão, mas pelo menos isso hoje é condenável pelo senso comum - e um crime, segundo as nossas leis. Há 25 anos, me lembro bem, soltar balão era literalmente brincadeira de criança. Nas festas de São João da minha casa, em Irajá - lembro-me de umas ótimas também no condomínio onde ainda moram os meus padrinhos, em Jacarepaguá - sempre aparecia um tio com estalinhos, bombinhas e… balões japoneses! (quem aí lembra deles?)

Feitos com arame e papel de seda (tenho tatuado na memória o desenho carimbado com tinta vermelha que os adornava), os balões japoneses eram soltos com a ajuda das crianças. Os pequenos seguravam o balão enquanto o tio acendia a bucha cheirando a querosene e pingando fogo. Os balões japoneses eram miúdos, não iam muito longe não, mas tinham o suficiente para fazer uma merda: fogo (outra lembrança: eles prendendo nos galhos das mangueiras da rua e a molecada metendo pedra em cima).

Ou seja, uma brincadeira impensável nos dias de hoje. Eu mesmo nunca convidaria meus filhos e sobrinhos para soltar balões, e nem o meu tio faria isso com os netos dele. Por quê? Porque, na pior das hipóteses, é ilegal e faz parte do bom senso: soltar balão é uma idiotice e quem faz isso é um idiota.

Sinal de que a gente evolui, aos trancos e barrancos, e que ainda é possível ter esperanças em relação ao futuro.
Acho, por exemplo, que a minha geração é menos preconceituosa que a da minha mãe em relação a um monte de coisas, que os meus pais foram menos preconceituosos que os meus avós, e que no futuro - se Deus quiser - vou levar muito pito dos meus filhos: “Pô, velho: se liga, abre essa cabeça!” - ou que diabo vão dizer essas crianças, se é que elas ainda vão falar ou só mandar torpedo.

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