Archive for the ‘Política’ Category

Dura Lex Sed Lex

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A Policia Federal prendeu hoje de manhã o desembargador José Eduardo Carreira Alvim, até ontem vice-presidente do 2º Tribunal Regional Federal. A acusação: exploração ilegal de jogos — bicho, bingo e caça-níqueis — e crimes contra a administração pública. Leia aqui.

Minha mãe disse:

“Muito estranho, muito estranho. Essa quantidade de gente fazendo manifestação por causa da visita do Bush… Mas cadê essa gente pra manifestar contra a corrupção do nosso próprio país? Ficam em casa, reclamando e só? Quanta ignorância política, minha nossa. Ou já desistiram do Brasil? E ainda não desistiram do mundo? É isso, minha filha? É isso?”

Não sei, mãe.

Olha o tomate fresquinho, freguês!

georgebush.jpgA visita do Presidente George W. Bush ao Brasil, ainda esta semana, promete. Além de São Paulo, Brasilia e Porto Alegre, ele deve vir ao Rio, também, possivelmente no dia 9, na sexta-feira que vem.

To pensando em montar um tabuleiro ali em frente do consulado, na Presidente Wilson, só pra vender ovos e tomates. Calma, não estou incentivando nenhum vandalismo não! É apenas porque o pessoal pode sentir fome de tanto gritar “Bush malvado, você é mal-criado!” ou então “Bush marrento, você é xexelento!”…

Estamos vendo alguma coisa acontecer?

Tomara, meu bem, tomara

Quilombo das guerreiras

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O antigo prédio do departamento de engenharia das Docas na Rua Francisco Bicalho está há dezessete anos abandonado. DEZESSETE ANOS sem servir para nada. Na semana passada, um grupo de 150 pessoas que não têm casa própria decidiu ocupar esse prédio para morar. Cerca de metade dessa gente vivia de favor em casas de parentes. A outra metade, na rua mesmo. Eles estão juntos há mais de um ano e formam o grupo “Quilombo das guerreiras”. Há muitas mulheres, duas delas gestantes. Há crianças também. Já participaram de outras duas ocupações, mas foram retirados com a promessa do poder público de que receberiam casas populares. Promessa não cumprida.
O prédio está sujo, com janelas quebradas, sem luz e sem água, por falta de pagamento das Docas. Não havia ninguém vigiando a construção quando as pessoas chegaram. Mas bastou botarem o pé ali dentro para que a construção fosse imediatamente cercada por policiais. A ordem da polícia agora é não deixar ninguém entrar ou sair do prédio. O coletivo conseguiu de um sindicato a doação de um carro pipa, mas os policiais impediram a entrada do veículo. Há gente acampada do lado de fora, inclusive estudantes, dando apoio e fazendo vigília. “Se não fosse a presença dos estudantes, acho que já teriam expulsado a gente à força”, comentou um dos integrantes do grupo. Doações de comida e de garrafas d´água são bem vindas e podem ser entregues através da grade que cerca o prédio.
Apesar das dificuldades, o grupo resiste lá dentro. Organizado de maneira horizontal, sem hierarquia, o coletivo “Quilombo das guerreiras” luta por um direito básico previsto na Constituição Federal: moradia. A Justiça, entretanto, entende que o direito à propriedade, ainda que de um bem sem qualquer função social há dezessete anos, é mais importante, e determinou a retirada dessas famílias, mais uma vez. O prédio está penhorado e 75% do seu valor já pertence a credores das Docas. Está marcada para a próxima segunda-feira a vinda de um oficial de justiça com a ordem de despejo dos ocupantes.

E agora a real e verdadeira origem do dinheiro.

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Zé Vendoin e o Coelhinho da Páscoa são cegos e vão se casar. Zé mora em Brasilia e pegou um ônibus na Asa Sul em direção à Copacabana, onde mora o Coelhinho. A passagem era dois reais. Ele então dá ao trocador, também cego, uma nota de um milhão, setecentos e dois reais. O trocador guarda a nota e dá-lhe o troco, de um milhão e setecentos reais, dentro de duas malas pretas. Zé coloca as malas ao seu lado, no banco. Uma velhinha cega entra, em seguida, e vem sentar-se junto a ele. Ao perceber a intenção dela, Zé grita: cuidado com os ovos! São ovos? Pergunta ela? Não, são material de campanha. Ah!… Neste ínterim sobem ao ônibus um americano, um judeu e um japonês, todos casados entre si e cegos. Este ônibus passa no La Mole? perguntam ao motorista cego. Não! Este é via Rebouças. Responde ele. Os três descem. Entra em seguida um outro passageiro, o Caboclo Capiroba, cego, é claro, com duas malas pretas contendo material de campanha. Passa na roleta e pergunta: quer casar comigo? Não! retruca o trocador. E tem troco pra uma nota de um milhão, setecentos e dois reais? Não, estou sem troco, resmunga o trocador. Ouvindo isto, Zé se antecipa dizendo que poderia emprestar o dinheiro da passagem e entrega a ele as malas com um milhão e setecentos reais. O Caboclo cego pensando tratar-se de uma nota de dois entrega as malas ao trocador, que, marrento e bolado, fica puto com o monte de notas e joga tudo pela janela. Mas, neste hora, passavam por ali o Saci Pererê, o Papai Noel e vários duendes, todos cegos, também. Eis que as malas caem sobre o Saci que desequilibra-se e cai. Filha da Puta! Grita o perneta cego. Os duendes somem na mata e Papai Noel, atordoado, confunde o seu saco com as malas ali no chão e leva pra casa o montão de grana. O bom velhinho pega um táxi e vai embora, mas esquece o material de campanha no banco do carro. Pelé, o motorista, um negão simpático e cego de um olho, só percebe o engano quando chega em casa. Neste momento batem à sua porta, ele atende e é a Marina Magessi. A delegada cega mostra uma foto do Steve Wonder. Você conhece esta criança?… Não, não conheço, mas acabei de achar duas malas com material de campanha! A delegada, que não é boba nem nada, subitamente se apaixona pelo negão. Você quer se casar comigo? Sim. Responde o negão. E assim se casaram e viveram felizes para sempre. Moral da história: o amor é cego e em terra de cego quem tem um olho é rei.

eRection time again (VOTA, BRASIL!)

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Agora em bom português: ser brasileiro é manter a chama da paixão acesa, apesar do Brasil (if you know what I mean…)

Foto: peguei emprestada aqui

Election time again

In a few days we gonna have the first election day (two fases, in wich the two most voted candidats go to the 101). There´s an ocean of candidates, a half of them with dumb or nonsense political nicknames (it´s common here), and there´s nobody to vote for.
Of course seventy percent of the Rio´s population – and probably the whole country´s – already know who to vote for, a huge mass of politically alienated people, who chooses their candidates by the most stupid reasons (such as beauty, promisses of privileges, possibility of getting involved in some corruption and getting profit from it, etc).
But for the population part who can effective read, and for those people who have read the newspapers (at least the frontpages), these days are days for doubts, dilemas and no hope.
It´s the first election after Lula´s government: for two decades he was the left sided candidat who (one day) could save the country; in 2002 he´s finnaly arrived at the capital and was the leader of one of the worst political freak shows Brazil´s ever seen. For the world´s surprise (but not our) it seems that there will be context for his reelection, so there´s no perspective for this country in short-middle term. It´s a pitty and a shame.
(sorry about my bad english, it could be even worst…).. :-)

Domingo no parque

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Tenham calma, são apenas quatro anos. Vamos cumprir esta etapa. Outros têm Bush, Putin. Nós teremos o nosso führer. Sobreviveremos. Já passamos por isto com Medici, Sarney e Collor. Agora é Lula… É triste, eu sei. Mas se elegemos por aqui Rosinhas porque estranhar a re-eleição do — segundo o Celso Amorim — “nosso guia”? Somos, em maioria, uma nação de pobres e ignorantes. Somos, em maioria, uma nação que se acostumou com a desonestidade e que vende-se por uma mesada de oitenta reais. Os nossos governantes vendem-se por oitenta mensalões. É apenas uma questão de escala. Cada povo tem o governo que merece. E vice-versa. Domingo, quando estiverem caminhando para os seus deveres civis, olhem por onde pisam… Mas olhem adiante. Vai passar. ;)

Onde estão os outdoors presidenciais?

A propaganda política está nas ruas. Brasileirices como painéis segurados por cavaletes humanos, bonecões de Olinda com rodinhas empurrados em procissão na orla, quarteto feminino vestindo fantasia com o número do candidato a deputado, panfletos aos milhares, carros de som espezinhando nossa paciência – bancados por candidatos a deputados e a senador que acreditam que vão conseguir convencer alguém na base da rima pobre cantada em ritmo de samba.
Só não tenho visto propaganda presidencial. Cadê os outdoors do Lula? E os do Geraaaaaaldo? Nem mesmo um poster vermelhinho da Tia Heloísa vi por aí. Será um fenômeno local? Será só aqui no Rio? Ou no Brasil inteiro a propaganda presindencial de rua este ano está deveras comedida?

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