Archive for the ‘Política’ Category

eRection time again (VOTA, BRASIL!)

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Agora em bom português: ser brasileiro é manter a chama da paixão acesa, apesar do Brasil (if you know what I mean…)

Foto: peguei emprestada aqui

Election time again

In a few days we gonna have the first election day (two fases, in wich the two most voted candidats go to the 101). There´s an ocean of candidates, a half of them with dumb or nonsense political nicknames (it´s common here), and there´s nobody to vote for.
Of course seventy percent of the Rio´s population - and probably the whole country´s - already know who to vote for, a huge mass of politically alienated people, who chooses their candidates by the most stupid reasons (such as beauty, promisses of privileges, possibility of getting involved in some corruption and getting profit from it, etc).
But for the population part who can effective read, and for those people who have read the newspapers (at least the frontpages), these days are days for doubts, dilemas and no hope.
It´s the first election after Lula´s government: for two decades he was the left sided candidat who (one day) could save the country; in 2002 he´s finnaly arrived at the capital and was the leader of one of the worst political freak shows Brazil´s ever seen. For the world´s surprise (but not our) it seems that there will be context for his reelection, so there´s no perspective for this country in short-middle term. It´s a pitty and a shame.
(sorry about my bad english, it could be even worst…).. :-)

Domingo no parque

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Tenham calma, são apenas quatro anos. Vamos cumprir esta etapa. Outros têm Bush, Putin. Nós teremos o nosso führer. Sobreviveremos. Já passamos por isto com Medici, Sarney e Collor. Agora é Lula… É triste, eu sei. Mas se elegemos por aqui Rosinhas porque estranhar a re-eleição do — segundo o Celso Amorim — “nosso guia”? Somos, em maioria, uma nação de pobres e ignorantes. Somos, em maioria, uma nação que se acostumou com a desonestidade e que vende-se por uma mesada de oitenta reais. Os nossos governantes vendem-se por oitenta mensalões. É apenas uma questão de escala. Cada povo tem o governo que merece. E vice-versa. Domingo, quando estiverem caminhando para os seus deveres civis, olhem por onde pisam… Mas olhem adiante. Vai passar. ;)

Onde estão os outdoors presidenciais?

A propaganda política está nas ruas. Brasileirices como painéis segurados por cavaletes humanos, bonecões de Olinda com rodinhas empurrados em procissão na orla, quarteto feminino vestindo fantasia com o número do candidato a deputado, panfletos aos milhares, carros de som espezinhando nossa paciência - bancados por candidatos a deputados e a senador que acreditam que vão conseguir convencer alguém na base da rima pobre cantada em ritmo de samba.
Só não tenho visto propaganda presidencial. Cadê os outdoors do Lula? E os do Geraaaaaaldo? Nem mesmo um poster vermelhinho da Tia Heloísa vi por aí. Será um fenômeno local? Será só aqui no Rio? Ou no Brasil inteiro a propaganda presindencial de rua este ano está deveras comedida?

Soy loco por ti, América

“Um poema ainda existe
Com palmeiras, com trincheiras, canções de guerra,
quem sabe canções do mar”

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Recadinho em um banco do 125 (Central X General Osório), na manhã de hoje.

O Carnaval vem aí! Demora um pouco, mas vem.

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Não gosto muito de Carnaval. Sempre foi assim. Toda vez que o Carnaval estava chegando eu me estressava. Só de escrever este post eu já dei uma estressadinha. As únicas coisas boas desta ocasião, pra mim, eram os cinco dias de feriado, porque dava pra ficar de bobeira, ir ao cinema ou então viajar. Depois, mais velho, aprendi que enchendo bem a cara - muito mesmo - era possível aturar aquelas mesmas marchinhas de cem anos atrás, aquelas pessoas arrastando os pés debaixo do sol, alternando os dois dedinhos para cima e entoando “E as pastorinhas, Pra consolo da lua”, etc. Noel Rosa que me perdoe mas eu aprendi que Carnaval era bom pra pegar mulher, isso sim! Ia pro boteco ou comprava a garrafa de cana com os amigos, enchia a cara e depois saía na rua bastante bêbado, arrastando os pés, alternando os dois dedinhos pra cima, entoando “E as pastorinhas, Pra consolo da lua” e só pegando a mulherada que dava sopa no caminho. Na verdade acabei repetindo este ritual dezenas e dezenas de vezes em dezenas e dezenas de ruas de cidades diferentes: São João Del Rei, Ouro Preto, Recife, Olinda, Aracajú, Natal, Fotaleza, São Luis, Santa Rita do Passa Quatro, Ilhéus, Piúma, Fortaleza, Friburgo… namorei e bebi bastante pelo Brasil afora. Detesto Carnaval mas sou um grande folião, after all. Ultimamente tenho saído em uns blocos de rua aqui no Rio. Todo ano surgem novos blocos de rua por aqui. Até que são divertidos. Eu gosto menos daqueles que tocam apenas, única e exaustivamente a sua própria marchinha ou samba-enredo do ano. É muito chato mesmo. No ano passado saí no Quizomba e improvisei uma barba de Bin Laden feita com serpentina que catei na rua. Fez sucesso entre o povo. Ano que vem estou pensando em me fantasiar de “eleitor feliz por morar em um país de ladrões e corruptos”. Não sei bem como vai ser, mas a máscara será feita em madeira, isso eu já sei.

Foto: detalhe de Lula de Pelúcia, do companheiro Raul Mourão.

Alexandre Bacchi, o deputado das raves!

Você acha que já viu de tudo nesta vida mas - contrariando toda a harmonia do sistema solar e suas órbitas - em 2006 os cariocas poderão votar em Alexandre Bacchi. É o candidato de número 4328, Partido Verde.

O que é isso, companheira Veja???

Gosto do Fernando Gabeira. Já votei no Fernando Gabeira, de modos que fiquei surpreso ao vê-lo - ele, o ex-guerrilheiro, o deputado do Posto 9, da descriminalização da maconha, das liberdades sexuais, de questões tão acima do monocórdio blablablá coronelista dos nossos parlamentares - voltando: confesso que fiquei surpreso ao vê-lo na capa da Veja desta semana sendo saudado como a “utopia possível do Brasil” e “a figura mais habilitada para levantar a bandeira da moralidade na política”.

Sempre esperei isso do Gabeira. Só não esperava isso de Veja!

Anda estranho o nosso Brasil.

Nem Bush, nem FMI 3

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A melhor frase de todas, na minha opinião, foi a do cartaz aí em cima. Cauê é mauricinho.

Nem Bush, nem FMI 2

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Teve até quem se vestiu de “Cauê” - com direito a dentinhos de Vampiro.

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