Archive for the ‘Praia’ Category

Calúnia

Moças bonitas e agradáveis. Mas esse não é o biquini da carioca.
Ou será que não vou à praia desde 1993?

Projetos para um Rio melhor: I – A reconstrução do Pier em Ipanema.

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Estou lançando neste blog — talvez não seja pioneiro na idéia — o projeto para a reconstrução do Pier de Ipanema, em Ipanema é claro, no mesmo lugar onde existiu, há 36 anos atrás, mais ou menos ali em frente a Farme de Amoedo. Para quem não sabe, o Pier foi o point de uma geração, onde todas as tribos — surfistas, hippies, artistas, malucos e alternativos em geral — se encontravam para desopilar, manter corpo e alma saudáveis e aliviar um pouco aquele peso de se viver nos anos de chumbo da ditadura militar. Aquele pedaço de areia, bem mais do que o contemporâneo posto 9, era um oásis de pensamento e de atitudes liberais.

A história do Pier é a seguinte. A construção do emissário submarino, em 1971, exigiu que fosse erguido um cais para a colocação dos tubos condutores de esgoto. Acontece que a escavação e a colocação dos pilares acabou provocando uma alteração no fundo de areia e a profundidade da água, por ficar mais rasa ali, formava ondas perfeitas, regulares e tubulares, para alegria e felicidade geral da rapaziada.

Por isso proponho que seja reerguido o Pier de Ipanema, não mais pelas razões práticas da engenharia e do saneamento urbano, mas pela simples razão de que, apesar de tudo, precisamos sonhar e ser felizes. Surfista ou não, quem for carioca me siga!

Fotos: Fedoca

Licença, Iemanjá!

Gente sem medo.
Assim que é bom.

Qualquer coisa tem um cara que salva tua vida.

Dois caras.

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Pelada na praia

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A Associação Naturista do Abricó — ANA — informa que já estão abertas as inscrições para os torneios de volei e futebol que vão acontecer durante o X Congresso Brasileiro de Naturismo, na Praia de Abricó, no Rio, nos dias 2 a 5 de novembro de 2006. Também estão abertas as inscrições para quem desejar participar da oficina de pintura corporal. Abricó é um sucesso. Centenas de pessoas frequentam essa praia e dezenas participam das brincadeiras esportivas. Além do futebol e do volei, tem torneio de peteca, corrida dos pés juntos, corrida do carrinho de mão, ping-pong, ginástica recreativa e bingo. Como é no Rio não pode faltar o pagode e churrasquinho, de lei. Se você for iniciante evite as piadinhas típicas como “eu vou querer a maminha da tia fulana” porque eles consideram isso cansativo e de mau-gosto. E não se empolgue com o clima natural pois é proibido fazer cocô ou xixi na praia. O lance é mais estético, sacou? O naturismo tem regras a serem respeitadas. Não é permitido ter comportamento sexualmente ostensivo e nem praticar atos de caráter sexual (?!) nas áreas públicas. Não vai dar uma de Cicarelli! Também não pode ficar animado e causar constrangimento aos outros com atitudes ditas inconvenientes. É melhor também não fotografar ou filmar os naturistas, sem a permissão deles. Por mais que busquem um modo de vida, digamos assim mais selvagem, eles não são de modo algum animais no jardim zoológico. A praia de Abricó é sem dúvida um refúgio paradisíaco. Cercada por montanhas e pela mata atlântica, ela é área de proteção ambiental e pertence a reserva biológica de Grumari. É possível ir de ônibus — ponto final a 5 km — mas há uma estrada que possibilita o acesso direto à praia.

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Se você não gostar de nenhuma das outras atividades esportivas, se quiser, também pode brincar de roda, pelado. É muito edificante. Eu gostava muito quando tinha dois anos de idade.

fotos encontradas no site da associação

Sol, Oh Sol! Tu que és o rei dos astros!

Sol… astro-rei dos cariocas. Injustiça dos astrônomos ao denominá-lo uma estrela de grandeza média! Mais do que uma estrela, o sol é “Amaterasu” para os japoneses, “Ra” para os egípcios, “Surya” pelos Hindús, “Vitamina D” para o pessoal do BigBi e “Caralho-o-tempo-abriu-de-novo” por mim.

Odeio o sol. Quer dizer… tirando o fato de ser quente, redondo e muito, mas muito brilhante mesmo, até que gosto dele. Fica lá no céu se movendo devagar de um lado para o outro…. projeta sombras… eu… eu curto sombras.

E não é por falta de tentativa. Quando jovem gastei uma fortuna de Solarcaine e Caladril para aliviar minhas queimaduras nas costas, no rosto, nos braços… às vezes passava as noites em claro enquanto todos os companheiros, tranqüilos dormiam o mais justo dos sonos aguardando pelas ondas do dia seguinte. É, minha gente… esse rapaz branco aqui já tentou surfar por dois anos, viajou para a Região dos Lagos com aquela galera exxxxperta pra pegar ondas e, quando em Copa, marcava ponto com a galera da República do Perú, onde constantemente sacaneava e era sacaneado pelos mais locais. Pelo menos eu tentei. Aguentei toda aquele reflexo da areia (falei que tenho fotofobia também?), tomei caldos monstruosos de séries que surgiam “do nada”, assei a barriga na prancha, me esgotei depois da arrebentação, brinquei de pegar repuxo e finalmente cá estou colocando aspas em “do nada”.

Um dia desisti desse negócio de geração saúde porque simplesmente meu corpo não foi feito pra ser saudável. Era burrice continuar no erro. Decidi trocar o câncer de pele pelo o de pulmão e trocar a vida de surfista medíocre por intelectual de merda. Hoje estou aqui, escrevendo no Metroblogging. Como a vida é bela!

Da série: recomendações da semana

Praia.
6 da manhã.
Ou 6 da tarde.
Praia.
Enfiar a cabeça embaixo d’água.
Boiar.
Perceber a acústica lá do fundo.
Cantar.
Voltar pra areia dando uns pulinhos pra tirar a água do ouvido.

Recomendo³

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Gostosona da praia. Resolvi bater essa foto pra ver se meu irmão vira meu leitor.

PS: Um beijo para o Pedro, que disse que eu deveria fazer cursinho de fotgrafia no Ateliê da Imagem.
Paga pra mim, meu bem!
(:

Micos que alguns cariocas passam – I

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Eu acho mico ser resgatado na praia.

Mas entre mico e morrer………

Pipocos de uma orla domingueira

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Uma empresa que vende e aluga roupas de casamento colocou meia dúzia de noivas pra circularem hoje de manhã na orla de Copacabana entregando panfletos. Suicídio comercial ou estratégia de marketing? Alguns dos passantes nem chegaram a esse nível de elaboração: eles simplesmente não entenderam porra nenhuma, como o tiozinho aí da foto.

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Deveria ser proibido pagar gente pra fazer campanha política. Hoje a praia estava cheia delas, ou plantadas como postes segurando cartazes ou vestidas de coisas ridículas promovendo candidatos como sabão em pó. Se o cara quer marketing, que chame simpatizantes, amigos e familiares pra fazer esse trabalho de graça. A lei, eu acho, deveria ser essa.

As mulheres, meu caro, são todas umas loucas.

Todo mundo tem cabelo no braço, na perna, na virilha, na cara, no nariz, na barriga e até no cu. Fato.
As mulheres, desde os seus 13 anos (algumas até antes), conhecem a dor da depilação. Uma agressão física em prol da beleza.
Mas existem aquelas que se recusam a passar por tal processo de dor, e se utilizam de métodos mais rápidos e tranqüilos.
Algumas raspam seus pêlos, mesmo sabendo que em dois, três dias, já estarão crescidos e até um pouco mais grossos.
Outras, utilizam água oxigenada, para clarear os pêlos, já que “pentelho dourado não realça tanto quanto o preto(frase ouvida por uma das praticantes dessa técnica).
O único problema, é que essas mulheres que se pintam com água oxigenada, não fazem isso na própria casa. Não. Fazem na praia. Pois dizem que o sol ajuda o processo. Na praia. Assim, bem do seu lado. Visualmente falando incomoda. O tiozinho passa vendendo biscoito Globo, você até está com fome, e até pensa em comprar um pra tapear a barriga, mas daí o cheiro da água oxigenada sobe e você não consegue nem mais beber um gole do guaraná natural comprado há 5 minutos.
Acho que a praia é livre, tirando aquela coisa de “cachorro não pode“, “frescobol não pode“, “jet ski só pode a tal distância“. Sim, sim, a praia é livre. Mas que é feio pra meireles ver uma mulher passando água oxigenada all over her body, é.
Faz em casa. Observe que horas o sol bate na sua janela, pega a cadeira, senta lá e manda ver.
Na praia, não.
Por favor.

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Essa foto é real, bati há alguns meses. Isso que a mulher tem no corpo, NÃO É sundown ou qualquer outro filtro solar de cor branca. É água oxigenada mesmo.

Invasão Suíça

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Suíça! Terra dos famosos Alpes! Conhecida mundialmente por seus maravilhosos chocolates e fantásticos queijos (todos suíços, claro) resolveu invadir a América do Sul, mais precisamente o Leme.

O Leme, para quem não sabe, funciona como uma espécie de apêndice de Copacabana. Fica num cantinho ali bem quieto e só se mexe quando fazem barulho perto dele. É vizinho de parede da Urca, que é outro bairro esquisitão da Zona Sul que também fica num canto olhando Botafogo de uma maneira estranhíssima. O Leme não tem essas coisas. O Leme olha apenas pra si e pro mar. Não se mete com ninguém para nada e por isso mesmo é neutro, assim como era a Suíça até invadir o Leme.

A mesma Suíça que criou os mais precisos relógios para que os britânicos pudessem exercer sua irritante pontualidade e que brindou o mundo com bancos super chiques e discretos, resolveu aportar no Leme.

Não assisti a invasão, mas hoje de manhã flagrei o Caminho dos Pescadores interditado com uma barreira improvisada de fronteira e com duas tremulantes bandeirinhas Suíças! Sim! A mesma Suíça dos fondues e dos colégios internos onde estudou aquele seu parente esquisitão! Invadiram a Pedra do Leme (provavelmente com uma tropa formada pelo Coro dos Meninos Cantores da Basiléia) e ali se instalaram.

Um desavisado poderia pensar que eram bandeiras para alertar o perigo de uma ressaca. Se assim fosse, um alerta para uma catástrofe natural, as bandeiras seriam da Cruz Vermelha, que é exatamente o inverso da bandeira da Suíça. Isso me fez pensar um bocado, sabe? Não dá pra ver o que há depois da fronteira desse extraordinário estado federal europeu, mas dá pra imaginar aquele povo todo chegando e cortando as linhas de pescas com seus canivetes e aterrorizando os velhinhos do Leme. Queria ter estado por lá.

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