Nas asas da Panair

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Em tempos de apagões aéreos Luis Fernando Kubrusly pinta aviões. LFK (não confundir com o aeroporto JFK, em Nova Iorque) está ali na saída do Metrô Carioca, logo à direita de quem sai da estação, em direção a Rio Branco. Ele me disse que antes de pintar trabalhou numa companhia de aviação e que hoje tem quadros seus até nos Estados Unidos. Eu achei interessante aquela temática e aquele resultado de quem não passou por academias de arte e que carrega um típico saber e não-saber, o que confere ao trabalho uma certa singularidade bacana. As pinturas, a óleo e acrílicas, baseiam-se em fotografias. Na maioria das vezes mantém apenas o corpo das aeronaves e altera a pintura externa delas, trocando as cores de uma companhia por outra, mudando o cenário aqui e ali. Você pode encontrar alguns de seus trabalhos aqui. Ele me disse para não reparar na apresentação porque era um site tosco, segundo ele “meio brucutú”. Brucutú, meu caro LFK, é esse bando que nos governa, que até hoje não resolveu essa questão e valha-nos Deus, porque o fim do ano chegou.

A dura vida do pedestre na Barra

A Barra da Tijuca definitivamente não foi feita para pedestres. Isso não é novidade, mas ainda surpreende quão difícil é se locomover com as próprias pernas pelas principais vias do bairro. Hoje precisei andar cerca de 15 minutos e o trajeto se transformou numa aventura, tamanha era a quantidade de obstáculos. O que dirá um cadeirante.

Ir do Condado de Cascais até o Shopping Downtown, há apenas uma parada de ônibus de distância, parecia infinitamente mais longe. Pistas múltiplas sem passarelas, viaduto sem espaço para pessoas atravessarem, ausência de calçadas ou vias para quem está a pé, enormes bocas-de-lobo pelo percurso, enfim, só caminhando para crer. Fora quando se precisa atravessar a Av. das Américas, carinhosamente apelidada de “via da morte”. Haja corrida para se adequar ao tempo dos sinais. Quando existem, claro.

Os inúmeros acidentes já são motivos suficientes para mostrar que algo deve ser feito. Mas continuando sobre meu trajeto de hoje, nos canteiros por onde estive, só se via aqueles caminhozinhos formados por quem precisa andar pelo local e tem que dar algum jeito de driblar as inadequações, nem que isso implique em riscos. A Prefeitura só deve passar por ali de carro, e muito rápido, para não perceber uma coisa dessa.

Ho-Ho-Ho!

O moleque experimenta o boné e a mãe diz que está lindo mas que vai estragar o topete. Ele tem aquele cabelo liso esticado para cima, com laquê. Vou ao banheiro e vejo um senhor esticando o cabelo enrolado para baixo, com água. Quem reclama de calor não pode reclamar de chuva… Ele concorda comigo e fala que não reclama de nada. Tem 60 anos, saúde boa, é motorista de caminhão e já dirigiu por quatro países na América do Sul. A vendedora da loja de camisetas, caríssimas, é linda e me chama de querido. Eu pensei que ela estava ali porque vai viajar pro Nordeste, no Carnaval. O vendedor na outra loja usa terno, caminha muito rápido e dá umas freadas súbitas com seus sapatos finos, provocando umas derrapadinhas, sonoras, espetaculosas e meio viadas. Em outro canto, duas meninas conversam sobre as maravilhas do Lexotan. Dois negões com sotaque africano me perguntam onde fica a Lacoste. Descubro a calça Coca-Cola. Um jovem cego entra no ônibus e esbarra em mim. Pra onde você vai? Lineu de Paula Machado. Eu te aviso quando saltar. Fala ao celular e eu fico sabendo que o cego vai para um amigo oculto. O passageiro à frente mete a cara na janela e grita pruns caras no bar ao lado da Botafoguense Malas. Ô Jair! Ô Jair! Ô Mendonça! Ô Mendonça! Vai trabalhar! Jair não olha e Mendonça caga. Tá chovendo pra caralho. O cara vira pra mim e diz que vai zoar o Mendonça amanhã. Vira outra vez e fala mais baixo agora: tem um ceguinho sacana que frequenta aquele bar ali, ha-ha-ha!

Muito rápido

O carnaval foi ontem, não foi?
Não, não foi. Agora já é dezembro e a porta do Inferno está aberta. Sonho que um dia nevará e de fato - esses bonecos de neve que tanto vejo, existirão realmente. Cada ano mais rápido. Ou é impressão? Quando criança o tempo era mais elástico, não é verdade?
Não, não é verdade. Cabeça lotada, e pra entrar mais coisas, sinto que tenho apagado sem querer mil outras coisas. Estou perdendo a memória seriamente e desenvolvendo uma dislexia poética bizonha. Troco palavras, esqueço pessoas, invento palavras e nomes para as pessoas. Você também, não é? Diz que sim.
Curiosa com a roda-gigante que vão construir no Forte de Copacabana. Será que vai ser caro? Tudo bem, acho que cabem 10 pessoas por vagão. Chamo amigos, levo vinho.
Tem um Papai Noel no shopping Tijuca per-tur-ba-dor. Ele É O PAPAI NOEL. Barba branca, carinha de bom, olhos claros, cabelo REAL. Fiquei bem impressionada, cogitei bater foto e tudo, mas fiquei com medo de sentar no colo dele e me desapontar com malícias natalinas.
Carnaval foi ontem, né?
Não.
Memória do olfato ainda intacta.
Dezembro voa sozinho.

Tudo isso é paz

JoaoGilberto.jpgNão sei porque, mas acordei hoje com o refrão da música na cabeça. Aí fiquei pensando numa idéia pro Reveillon de Copacabana. Depois do foguetório sobe ao palco o João Gilberto, apenas o banquinho e o violão… ele dedilha e canta suavemente:

Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, também vai pegar você
Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, também vai pegar você

Era só isso. Bom fim de semana.

E o Natal chegou

As luzes da cidade não negam. Os shoppings - da Barra, especialmente - brigam para ver quem chama mais atenção, não só pela iluminação, mas também pela breguice. Haja lâmpada, pisca-pisca e dourado. De doer a vista. Criatividade, pra que? E nada de economia. A era do apagão se foi e o que importa mesmo é o brilho e esplendor, minha gente. E sem essa de “sáude, amor, paz”. Muito consumo e feliz rombo novo. É o que deseja o bom velhinho.

Tem coisas que também acontecem em Botafogo

Ontem à tarde saindo de uma gráfica, ali no finalzinho da Rua da Passagem, notei uma caminhonete toda queimada, vidros estraçalhados em volta, ferragem retorcida, parecia até carro do Jó, aí do post abaixo. Estava rodeada de curiosos e trazia ao redor aquelas fitas amarelas da Defesa Civíl. Na hora achei interessante aquele monte de ferro destroçado. Hoje fiquei sabendo que o carro pertencia à professora de catecismo Vitória Marques, que morreu quando seu carro, um Santana Quantum, foi metralhado por assaltantes e explodiu em seguida. Havia um padre com ela, que também foi atingido mas sobreviveu aos tiros. Dona Vitória foi enterrada hoje no São João Batista e seu caixão estava coberto com a bandeira do Botafogo.

Tem coisas que só acontecem em Botafogo

bib.jpgSão Clemente pré-natalina, hora do rush, garantia de trânsito engarrafado. A menina sentada ao meu lado saca um livreto da bolsa e começa a leitura. Olho curioso e vejo o acabamento dourado nas bordas das páginas. É claro que é mas, entediado, pergunto o óbvio: é a Bíblia o que você está lendo? Sim! Ah… legal. Prossigo com a carioquice e entabulo uma conversa de doido. Pois é… a despeito das questões religiosas é uma ótima leitura… personagens interessantes… passagens insólitas, essas histórias dos milagres… Sim, responde ela. Arrisco dizer que é bom pra se ler como se fosse um livro normal, mesmo. Mas não, discorda a moça, tem que ler aos poucos… eu leio um ou dois capítulos e paro para refletir… Certo, eu entendo, mas é que eu não sou religioso então vejo mais a parte da literatura, sabe? Você sabia que os livros nasceram da necessidade de se popularizar os ensinamentos religiosos? A famosa Bíblia de Gutenberg foi o primeiro livro da humanidade, a primeira obra impressa, isso há mais de 500 anos… Não, não sabia, mas tem que ler acreditando… e quem lê se salva mas quem não lê vai queimar no fogo do inferno! He-he! Há controvérsias… Emendo com outra pergunta idiota: você frequenta alguma igreja? Sim! Ahã… Ela explica que mais de três quartos da Bíblia correspondem ao Velho Testamento, depois separa e mostra as páginas respectivas ao Velho e ao Novo Testamento. Entendi. Tem aí o Livro de Jó? Perguntei. Tem sim, aqui ó… vai lá e me aponta a parte de Jó. É bom pra ler nesses engarrafamentos! Arremato com uma risadinha. Ela sorri e diz que Jó era um homem bom que foi testado por Deus. Um homem que perdeu em um dia tudo o que tinha! Todos os filhos, todas as posses… Ficou gravemente doente e até a própria mulher o abandonou… Caraca, que merda! murmurei. Mais à vontade, ela contou que além disso os amigos de Jó o abandonaram e ele ficou à mercê do diabo… que assim o tentava para que ele abandonasse a sua fé em Deus. Considerando o trânsito e o ônibus lotado, àquela altura da narrativa eu já estava bem desanimado… Mas ele perseverou e conseguiu vencer o demônio! Ah, muito bom, não é? Sorri pra ela, agora mais contente, sobretudo porque avistei o Largo dos Leões à frente. Resolvi saltar naquela praça onde começou a história do Glorioso alvinegro, bem perto do antigo terreno onde meu avô jogou, participando ainda menino da primeira vitória na história do Botafogo, contra o Petropolitano. Boa sorte, desejei à ela. Vai com Deus, retribuiu a simpática e crente morena. Desci do ônibus pensando que se Jó resistiu a tanto porque nós, botafoguenses, não poderemos resistir a essa desgraceira de 2007?

Rio(s) de (rima para todos os) Janeiro(s)

Rio de Janeiro, fora do eixo
é tão destro nosso desleixo…
Não está inteiro, não está ao meio
Rio de Janéramos, fevereiro e março…
Primeiro de abril, eleições fechadas, apague o isqueiro
se não for tabaco…

Rio de janeiro, teu aguadeiro
é um atoleiro para os bicheiros
E os banqueiros abrem o berreiro no cativeiro
É cavalheiro o bombardeio do brigadeiro
E o fuzileiro apronta o fogareiro, o sinaleiro para o marinheiro

E o cheiro dos teus bueiros, quase um chiqueiro.
Não está inteiro, teus morros são coveiros,
Falta dinheiro, falta cinzeiro, falta um escudeiro…

Teu estaleiro é um picadeiro sem nenhum roteiro,
É um pipoqueiro, um sorveteiro e um corneteiro
E o mundo inteiro, dentro de um palheiro.
E o salgueiro canta o samba para o formigueiro.
Tuas pessoas são peças soltas no tabuleiro,
Um pardieiro com um letreiro, sem travesseiro
nem paradeiro

Teu carpinteiro, de braços abertos pro desfiladeiro,
Vê tuas meninas com bicho-carpinteiro e teus meninos
caminhando sobre braseiros, são açougueiros…
Rio de janeiro, teu sol nunca ilumina o nevoeiro (Será que sabem o polícia que mata o bandido e o bandido que mata o polícia que os dois torciam para o Flamengo?)
Está vazio o teu saleiro, pague um cruzeiro e vá para outras margens.
Não há água em teus chuveiros que possa lavar essa sujeira.

Descobri que…

…se eu entrar na Voluntários da Pátria, de carro, de madrugada, e o primeiro sinal estiver na eminência de ficar verde, pegarei TODOS os sinais da rua, verdes. Todos. É preciso brincar com essa cidade. Uma belezura ver tanta cor vermelha ficar verde numa sequência e velocidade incrível. Voluntários da Pátria, só hoje reparei na beleza da etimologia. É preciso brincar com essa cidade. Depois eu conto da minha mini Montanha Russa particular quando saio da Urca e pego aquela descida-subida para Botafogo.

Grafites botânicos

Depredar a natureza é o fim. Mas acontece que vivemos em indecisos tempos pós-modernos de verdades transitórias — onde ninguém sabe ao certo se é melhor o açúcar ou o adoçante — de modo que também sempre tive opinião cambiável em relação aos grafites produzidos por visitantes nos bambús do Jardim Botânico do Rio. Exatamente como penso a respeito dos grafites urbanos. Às vezes gosto muito mas às vezes detesto, dependendo isto do que é feito, de onde é feito e dependendo do meu bom-humor no dia. Neste domingo eu estava mais para gostar — até porque dentro do Jardim Botânico tudo são flores — e por isso resolvi registrá-los. Para quem duvida, vi coisas ali de 20 anos até. E não são apenas os brasileiros que arranham a clorofila e deixam gravados seus nomes para a posteridade. Vi assinaturas em inglês, espanhol, holandês, russo e até alguma coisa que julguei chinês. A maioria pertence a casais de namorados e entre os que consegui observar, o mais estranho era o de um casal tímido que aparentemente pretendia manter anonimato e assim escreveu somente “marido & esposa”.

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Salve meu nobre

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E viva a Lisboa de Portugal que nos legou esse sotaque carioca cheio de xizes e de erres e todos os santos e santas e todos esses açougues, padarias e botequins que se chamam rainhas disso e reis daquilo, sobremaneira as dúzias de variantes em torno do bacalhau, seja o Rei do Bacalhau, seja o Bacalhau do Rei, seja ainda este Império do Bacalhau e aquele Bacalhau Imperial, príncipes e princesas do Reinado do Bacalhau e todas essas nobrezas vagabas que se estampam nos letreiros e nos cartazes da cidade, inclusive o da Padaria Santa Marta, na Fonte da Saudade, que anuncia em promoção 88 bolinhos de bacalhau, tudo aos módicos 88 reais e 88 centavos.

Latitude 0

A culpa era do calor. A única coisa que realmente fazia sentido. Culpar o clima por suas atitudes intransigentes. Era final de primavera. A mais abafada de todos os tempos. Novembro dos infernos. Nestes dias, ela alegava incoerência mental, dizia que não conseguia se concentrar. Maldito fim de ano. Na tv, já se anunciava o Natal na Leader Magazine.

Virou a noite acordada lucubrando pensamentos nada saudáveis. Mas se estendeu na cama até às 10h.

Pagou umas contas no banco e depois foi almoçar. Achava sempre o cúmulo da solidão sentar sozinha numa mesa de restaurante. Ficava olhando as pessoas e inventando histórias para cada uma delas. Teve vontade de ligar para ele, mas resistiu. Há uma semana não tem notícias. Tinha realmente desistido de estabelecer qualquer tipo de contato. Ele era sempre hostil. E ela se achava patética pela insistência.

Às 13h pegou no trabalho, revisou uns textos, autorizou umas edições e amargou numa reunião tediosa que não sabe ao certo o que foi discutido. O ar condicionado não dava vazão para o calor e ela suava. Tinha na camiseta uma marca molhada no meio dos peitos. Ela não conseguia parar de pensar nele. Era saudade de voz. E não mera distração.

No fim do dia, leu umas notícias na internet e soube de um banhista afogado em Ipanema. Teve sobressaltos e imaginou se não teria sido ele.

Toda drama era pouco. E qualquer motivo seria suficiente para a ligação encubada desde a hora do almoço. Fechou o dia e foi para casa pensando atacar o telefone em primeira instância. A saudade, claro. Ela não dizia em voz alta para não ter que assumir que sentia falta dele, e também, para não lembrar que ele vivia muito bem sem ela. O silêncio dessa semana sem contato era isso, a total falta de interesse dele.

Arriou a bolsa no chão da sala e encarou o telefone. Pensou se aquilo era realmente válido. Mas ela era impulsiva e inconseqüente. Não sabia dosar nunca.

Ligou o rádio e rolava qualquer música numa voz feminina.

Ele atendeu sem nenhuma surpresa, e ela afoita, querendo saber da vida, das coisas todas. Ele estava em Brasília visitando família, amigos (antigos casos - de certo). Foi tão monossilábico e desinteressante que ela respirou fundo aquele desdém a distância. Sabia que aquela ligação não representava nada para ele. Não prolongou o assunto, nem contou do bafo quente que assolava as moleiras no Rio de Janeiro. Mas quis saber do clima daquele lugar antes de desligar. Parecia uma pergunta sem sentido. E a resposta veio breve e sem questionamentos. Seco, ele disse.

Ela desejou que aquela cidade seca fizesse o nariz dele sangrar.

- Em Brasília, 19 horas.

Après la pluie

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Corcovado, sábado, 19:15

Colaborando com a lista da Ilka

Achei a lista da Ilka tão inspiradora que resolvi colaborar, ampliando-a. Seguem então mais 19 dicas de coisas para se fazer durante um engarrafamento de trânsito, além daquelas que a nossa recifense do Blog já publicou.

1) Vista um pijama, escove os dentes e durma.
2) Se você tem corrupião em casa, leve a gaiola e ensine-o a assobiar o Hino Nacional.
3) Masturbe-se!
4) Aproveite a roda do estepe e prepare um churrasco com os ‘colega’.
5) Calcule mentalmente a raiz quadrada de todas as placas de carro que avistar.
6) Conclua, afinal, qual é o sentido da vida.
7) Promova campeonato de cuspe no parabrisa à distância.
8) Escreva uma carta para o Papa Bento XVI.
9) Desmonte todo o carro peça a peça, faça uma montanha com elas e diga que é arte moderna.
10) Bote fogo no que restou dele e diga que é arte contemporânea.
11) Com o celular ligue a cobrar para números ao acaso. Quando atenderem pergunte “com quem quer falar?” ou “quem gostaria?”.
12) Quebre os limpadores de parabrisa de todos os carros cinzas ou prateados, arranhe com chave os brancos e mije no pneu dos pretos.
13) Troque a posição das poltronas do carro: coloque a da direita no lugar da esquerda e vice-versa.
14) Entre em algum ônibus por perto, finja que é delegado de polícia e dê voz de prisão a todos os passageiros.
15) Imaginando que seu avião caiu numa geleira, bole diversas receitas para se preparar com os cadáveres.
16) Ligue para a mulher do seu chefe e diga que a ama.
17) Descubra quantos biscoitos Globo cabem dentro do seu carro.
18) Descole uma grana fazendo malabarismo com o celular, os óculos escuros e a chave do carro.
19) Brinque de ‘ola’ sozinho dentro do carro.

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